Feira do Guará torna-se Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal
A histórica Feira do Guará alcançou um novo e importante patamar de valorização institucional. O tradicional espaço de comércio e convivência passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal. O reconhecimento foi consolidado por meio da Lei nº 7.900, sancionada pela governadora em exercício, Celina Leão, e publicada na edição do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira, 8 de junho de 2026.
A proposta é de autoria do deputado distrital Ricardo Vale e chancela a importância vital da feira na construção da identidade cultural e social da capital federal ao longo de mais de seis décadas.
Diferentemente do patrimônio material — que foca na preservação de monumentos, prédios e obras físicas —, o título de Patrimônio Cultural Imaterial resguarda as manifestações vivas de um povo. Ele protege os costumes, as tradições, os saberes acumulados e os espaços coletivos que dão alma e memória a uma comunidade.
Com a sanção da lei, o Distrito Federal assume o compromisso de salvaguardar a feira não apenas como uma estrutura comercial, mas como um berço de práticas culturais e sociais fundamentais para a população do DF.
Fundada ainda na década de 1960, nos primeiros anos da construção de Brasília, a Feira do Guará começou de forma tímida e cresceu junto com a própria cidade. Hoje, o local é uma das maiores referências turísticas, gastronômicas e econômicas da região, atraindo diariamente milhares de moradores e visitantes. O espaço destaca-se pela sua diversidade, reunindo em seus corredores.
Além do reconhecimento cultural, o espaço se prepara para o futuro. Recentemente, foi anunciado que a Feira do Guará passará a contar com um sistema moderno de monitoramento eletrônico com o uso de inteligência artificial. A iniciativa visa garantir mais segurança, conforto e fluidez para os feirantes e clientes, unindo o respeito à tradição com os avanços da tecnologia urbana.



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