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Arruda, Carol Fleury e “Amigão” colocam mobilidade no centro do debate em ato no Gama

A mobilidade urbana foi o principal eixo de um encontro político realizado na noite de sábado (18), no Setor Central do Gama, que reuniu mais de 300 pessoas entre moradores, lideranças locais e apoiadores. Em tom de pré-campanha, o ex-governador José Roberto Arruda, a pré-candidata a deputada federal Carol Fleury (PSD-DF) e o pré-candidato a deputado distrital Wilson “Amigão” defenderam mudanças estruturais no sistema de transporte e na infraestrutura viária do Distrito Federal e do Entorno.

A grande reunião foi organizada pelo grupo de Wilson “Amigão” e contou com Carol e Arruda

O evento evidenciou um diagnóstico recorrente entre os participantes, que é o descompasso entre o crescimento acelerado das regiões periféricas e a capacidade de resposta do poder público na oferta de mobilidade. A avaliação é de que a expansão urbana, sobretudo nas últimas décadas, não foi acompanhada por planejamento integrado, resultando em gargalos diários enfrentados por trabalhadores que dependem de longos deslocamentos.

Arruda associou esse cenário à ausência de políticas consistentes de longo prazo. Segundo ele, a falta de investimentos proporcionais ao crescimento populacional agravou problemas como congestionamentos, superlotação do transporte público e aumento no tempo de viagem. A defesa, segundo o ex-governador, passa por intervenções estruturantes e maior eficiência na gestão da mobilidade.

Wilson “Amigão”, pré-candidato a deputado distrital, reforçou o diagnóstico ao apontar que a realidade enfrentada por moradores do Gama e de outras regiões administrativas reflete uma lacuna histórica na integração entre planejamento urbano e transporte. Para ele, a discussão precisa considerar soluções que dialoguem com a rotina da população que vive distante dos principais centros de emprego.

Já Carol Fleury destacou a mobilidade como uma de suas principais bandeiras políticas e relacionou o tema à sua atuação como ex-secretária de Estado do Entorno. Durante sua gestão, segundo afirmou, a integração entre o Distrito Federal e os municípios vizinhos foi tratada como prioridade, diante do fluxo intenso de trabalhadores que cruzam diariamente as divisas em busca de emprego e serviços.

“O tema da mobilidade precisa ser tratado com seriedade, planejamento e continuidade. Não se trata apenas de transporte, mas de acesso a oportunidades, emprego e dignidade”, afirmou.

A abordagem adotada no encontro indica uma tentativa de ampliar o debate sobre mobilidade para além de medidas pontuais, incorporando uma visão sistêmica que envolve infraestrutura, ordenamento territorial e articulação entre diferentes níveis de governo.

Entre os presentes, foram recorrentes as críticas às atuais condições do transporte público e à precariedade das ligações viárias entre o DF e o Entorno. A demanda por investimentos em corredores estruturantes e alternativas mais eficientes de deslocamento apareceu como uma das principais reivindicações.

O ato no Gama sinaliza, ainda que em estágio inicial, a centralidade da mobilidade urbana nas articulações políticas voltadas às eleições de 2026. No discurso dos pré-candidatos, o tema surge como elemento capaz de sintetizar demandas por qualidade de vida, acesso a serviços e inclusão econômica em uma região marcada por desigualdades territoriais persistentes.

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