Dr. Suenilson Sá defende equilíbrio institucional após episódios de tensão em Goiás
Em uma manifestação que vem repercutindo amplamente nos meios jurídicos e políticos, o advogado criminalista e constitucionalista Dr. Suenilson Sá utilizou suas redes sociais para analisar dois episódios distintos envolvendo as forças de segurança pública de Goiás. Com uma postura técnica e racional, o advogado definiu os casos como “duas faces distintas de uma mesma moeda”, trazendo uma reflexão sobre os limites da autoridade e o respeito às leis.
O primeiro ponto abordado pelo Dr. Suenilson Sá foi a prisão da advogada Dra. Aricka Cunha, ocorrida dentro de seu escritório profissional. O advogado classificou a ação como um gravíssimo atentado ao Estado Democrático de Direito, pontuando que o uso de algemas e a invasão do local de trabalho ignoraram pilares fundamentais da Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Advocacia).
Em sua análise, Sá destacou que o suposto crime de calúnia não comporta prisão em flagrante e que a imunidade profissional e a inviolabilidade do escritório* são garantias sagradas para o exercício da defesa.
“O que vimos foi uma inversão de valores onde o poder de polícia foi utilizado para silenciar a crítica, ferindo não apenas a profissional, mas toda a classe jurídica”, afirmou o advogado, cobrando atuação rigorosa da Corregedoria, do Ministério Público e do Judiciário.
Respeito à autoridade policial
No extremo oposto, o Dr. Suenilson Sá analisou a prisão em flagrante do vereador Fabrício Rosa (PT), ocorrida em Santa Helena de Goiás. Neste caso, o advogado defendeu a legalidade da atuação da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), argumentando que o parlamentar desrespeitou perímetros de segurança e proferiu ofensas contra os agentes em serviço.
Para o advogado, o cargo público não pode servir de escudo para a desobediência civil ou para a agressividade contra as forças de ordem. Ele ressaltou que, neste episódio, a autoridade policial atuou como guardiã da norma, cabendo agora à Câmara Municipal de Goiânia avaliar a conduta sob a ótica da quebra de decoro parlamentar.
Lei acima de tudo
A análise do Dr. Suenilson Sá foi pautada pelo equilíbrio institucional, fugindo de excessos ideológicos e focando na harmonia entre as funções essenciais à justiça. O advogado encerrou sua manifestação com uma síntese que resume a necessidade de sobriedade no trato público.
“A segurança pública e a advocacia são pilares da justiça. No entanto, nenhum cargo ou farda está acima da lei. Respeito às prerrogativas não é privilégio; respeito à autoridade policial não é opção.”
A repercussão da manifestação do advogado reforça o coro por um Estado de Direito onde a autoridade não se imponha pelo abuso, mas onde o respeito às instituições seja a base da convivência democrática.



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