DF decreta emergência ambiental e intensifica combate aos incêndios florestais no Cerrado
O avanço da seca e o risco crescente de queimadas levaram o Governo do Distrito Federal a decretar estado de emergência ambiental entre abril e dezembro deste ano. A medida, oficializada por meio do Decreto nº 48.599, reforça as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em um período considerado crítico para o Cerrado brasiliense.
A decisão amplia a capacidade de resposta dos órgãos ambientais e permite maior rapidez na contratação de brigadistas, compra de equipamentos e execução de ações emergenciais para conter os incêndios que tradicionalmente aumentam durante a estiagem.
O secretário de Meio Ambiente, Rafael Santana, afirmou que o decreto fortalece a atuação preventiva e operacional do governo diante do risco elevado de queimadas. Segundo ele, a prioridade é proteger as unidades de conservação, preservar o bioma Cerrado e reduzir os impactos ambientais e sociais provocados pelo fogo.
A coordenadora do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do DF (Ppcif), Carol Schubart, explicou que o trabalho será intensificado principalmente nas áreas mais sensíveis. Entre as ações previstas estão monitoramento permanente, abertura de aceiros, educação ambiental e reforço no combate aos focos de incêndio.
A operação reúne uma grande força-tarefa envolvendo diversos órgãos do Distrito Federal e instituições federais, incluindo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Brasília Ambiental, Polícia Militar Ambiental, ICMBio, Prevfogo, Jardim Botânico, Secretaria de Saúde, Emater, Novacap, Caesb, universidades e administrações regionais.
O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou que o trabalho preventivo já apresentou resultados importantes no último ano, com redução de quase 40% da área queimada nas unidades de conservação do DF. Segundo ele, o objetivo agora é ampliar ainda mais a proteção ambiental e reduzir os impactos da fumaça sobre a saúde da população.
Além da destruição da vegetação, os incêndios florestais afetam diretamente a qualidade do ar, comprometem recursos hídricos, ameaçam animais silvestres e aumentam problemas respiratórios, especialmente entre crianças e idosos.
O decreto reforça um alerta que especialistas ambientais vêm repetindo há anos: o Cerrado segue sob forte pressão causada pelas mudanças climáticas, pelo tempo seco e também pela ação humana. Em um cenário de temperaturas elevadas e baixa umidade, prevenir incêndios deixou de ser apenas uma ação ambiental e passou a ser também uma questão de saúde pública e proteção da vida.



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