Advogado denuncia espera de quase cinco horas na Central de Flagrantes de Luziânia e cobra reforço de delegados no Entorno
A falta de delegados e a sobrecarga da Central de Flagrantes de Luziânia voltaram a expor as dificuldades enfrentadas pela Polícia Civil de Goiás na região do Entorno do Distrito Federal. O problema ganhou repercussão após o advogado Dr. Suenilson Sá relatar que aguardou por quase cinco horas para que sua demanda fosse apreciada pela delegada plantonista. O caso ocorreu entre a noite de sexta-feira (18) e a madrugada de sábado (19).
Segundo o advogado, ele chegou à Central de Flagrantes às 19h40. Durante todo o período de permanência na unidade, recebeu atendimento da escrivã e dos agentes de polícia, que, segundo ele, foram prestativos e procuraram auxiliar dentro de suas atribuições. No entanto, a demanda dependia exclusivamente de uma manifestação da delegada de plantão, que, conforme o relato, não o atendeu até as 0h30.
Para o advogado, a situação representa um desrespeito às prerrogativas da advocacia e evidencia a deficiência estrutural enfrentada pela Polícia Civil no Entorno.
“Não é culpa da advocacia que a Polícia Civil de Goiás fechou a Central de Flagrantes de Valparaíso de Goiás”, afirmou.
O fechamento da Central de Flagrantes de Valparaíso concentrou os atendimentos em Luziânia, que atualmente atende ocorrências de cinco municípios da região. Como consequência, aumentaram significativamente a demanda sobre a unidade e o tempo de espera para advogados, policiais, vítimas e pessoas conduzidas à delegacia.
A reclamação reacende o debate sobre a necessidade de ampliar o efetivo de delegados e fortalecer a estrutura da Polícia Civil no Entorno do Distrito Federal. A região apresenta crescimento populacional acelerado e elevada demanda por serviços de segurança pública, mas enfrenta dificuldades decorrentes da insuficiência de pessoal e da concentração dos atendimentos em poucas unidades.
Até o momento, a Polícia Civil de Goiás não se manifestou oficialmente sobre o caso relatado pelo advogado. O espaço permanece aberto para que a instituição apresente sua versão dos fatos e esclareça as circunstâncias relacionadas ao atendimento na Central de Flagrantes de Luziânia.



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