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Justiça condena responsáveis por morte de paciente em clínica clandestina de Caldas Novas

Da Redação, Grande Brasília

Após mais de 20 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Caldas Novas condenou quatro pessoas pelo homicídio qualificado de Francineis dos Reis, de 35 anos, paciente com esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar que morreu enquanto estava internada no Centro de Tratamento Reviver, uma clínica clandestina instalada no município.

A atuação do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gaejuri), do Ministério Público de Goiás (MPGO), resultou na condenação de Camilla Cristina Pereira, Afonsina Maria de Souza Cunha, Fabyane de Souza Guimarães Cunha e João Batista Silva, todos sentenciados ao cumprimento de penas em regime inicialmente fechado. Dois dos condenados já foram encaminhados ao sistema prisional, enquanto outros dois permanecem foragidos.

Segundo a investigação, Francineis foi submetida a contenções físicas, sedação com medicamentos administrados de forma irregular e maus-tratos dentro da instituição. O Ministério Público sustentou que a paciente morreu em decorrência das agressões e do tratamento degradante imposto pelos responsáveis pela clínica.

As investigações também apontaram tentativa de destruição de provas e falsificação de documentos para dificultar a apuração do crime. O caso só veio à tona após uma funcionária do Serviço de Verificação de Óbitos ouvir um pedido de socorro feito por outra interna no momento em que o corpo da vítima era recolhido.

Para o Ministério Público, a condenação representa uma resposta firme contra a violência praticada em instituições clandestinas e reforça que pessoas em situação de vulnerabilidade devem receber proteção, respeito e atendimento digno, jamais serem submetidas a abusos sob o pretexto de tratamento.

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