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Homem invade casa de temporada em Pirenópolis e observa casal; câmeras registram entradas e sistema é sabotado


Um homem é suspeito de invadir, na noite de 28 de agosto, uma casa usada para hospedagem em Pirenópolis e de observar um casal de hóspedes enquanto eles estavam em momento de intimidade. O caso, registrado pela Polícia Civil como violação de domicílio, mobiliza moradores e proprietários de locações por temporada preocupados com segurança e integridade dos hóspedes.

Segundo o boletim de ocorrência registrado em 2 de setembro e encaminhado à Delegacia de Polícia de Pirenópolis, o suspeito entrou na propriedade em duas ocasiões na mesma noite: por volta das 20h e novamente às 23h43. Imagens de câmeras de segurança instaladas no imóvel mostram a movimentação do homem nos horários indicados.

De acordo com a responsável pela casa, identificada nesta reportagem apenas como Kátia, o suspeito já havia realizado serviços de manutenção na propriedade e, por esse motivo, tinha acesso a uma chave. Ainda assim, ela afirma que as entradas nas noites citadas ocorreram sem autorização e com o imóvel ocupado por hóspedes.

Após as entradas, a proprietária relatou que o suspeito teria mexido no sistema de monitoramento: alterou a posição das câmeras e cortou fios do equipamento. Essas ações, se confirmadas, configuram tentativa de ocultar provas e agravam o risco à segurança dos futuros ocupantes.

Relato da proprietária
“Kátia” disse ao Mais Goiás que o homem sabia que a casa era alugada pelo Airbnb e que nunca foi solicitado que ele vigiasse ou permanecesse na propriedade sem necessidade. O combinado após as manutenções era que a chave fosse deixada no hidrômetro — procedimento que agora está sendo reavaliado pela proprietária por motivos de segurança.

A Polícia Civil registrou o caso como violação de domicílio consumada, crime previsto no artigo 150 do Código Penal. O registro do boletim é o primeiro passo para investigação; a Delegacia de Polícia de Pirenópolis deve apurar autoria, circunstâncias das entradas e possíveis outros delitos correlatos (como violação de privacidade ou danos ao patrimônio).

O episódio acende um alerta para anfitriões de locações por temporada: práticas rotineiras de repasse de chaves ou manutenção por terceiros exigem protocolos e checagens. Moradores e comerciantes locais também se mostraram apreensivos com a possibilidade de alguém com acesso oportunista invadir imóveis ocupados.

Medidas recomendadas
Especialistas em segurança e plataformas de hospedagem orientam medidas simples que reduzem riscos:

  • trocar chaves e fechaduras após manutenção feita por terceiros;
  • usar fechaduras com senha ou fechaduras eletrônicas trocáveis;
  • manter sistemas de câmeras com backup remoto e notificações em tempo real;
  • registrar formalmente contratos de prestação de serviço e exigir identificação de prestadores;
  • orientar hóspedes sobre procedimentos de emergência e contatos locais.

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