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Gracinha Caiado defende impeachment de Alexandre de Moraes após divulgação de mensagens

Candidata ao Senado endurece o tom e exige que o Congresso coloque em pauta o afastamento do ministro do STF; polêmica gira em torno de suposta proximidade com ex-banqueiro alvo da Polícia Federal.

A candidata ao Senado por Goiás, Gracinha Caiado, adotou um posicionamento incisivo nesta terça-feira (1º), ao defender publicamente a abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A declaração de Gracinha ocorre em um momento de alta tensão política, motivada pela revelação de um conteúdo bombástico vindo de relatórios da Polícia Federal.

A polêmica foi deflagrada após a divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso em 17 de novembro de 2025, durante a Operação Compliance Zero. O sigilo do material foi levantado pelo ministro do STF, André Mendonça.

As conversas revelam uma proximidade que levantou questionamentos graves sobre a conduta do magistrado. Em trechos do relatório, Vorcaro chega a perguntar ao número atribuído a Moraes se ele deveria deixar o país, dias antes de sua prisão. Na véspera da operação policial, o ex-banqueiro questionou diretamente: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.

O posicionamento de Gracinha Caiado

Para a candidata ao Senado, o conteúdo das mensagens é suficiente para questionar a permanência do ministro na corte. Gracinha Caiado não poupou críticas ao comportamento que as trocas de mensagens sugerem:

“Ninguém está acima da lei, nem mesmo um ministro do Supremo. E o ministro Alexandre de Moraes não tem mais a menor condição de seguir na corte mais alta do país”, afirmou a candidata.

A fala de Gracinha reflete a postura de parte do espectro político que, diante do novo material da PF, busca pressionar o Senado Federal a assumir um papel mais ativo na fiscalização dos membros do STF. A candidata sinaliza, assim, que o tema será um dos pilares de sua campanha, colocando o Judiciário — e o equilíbrio entre os Poderes — no centro do debate eleitoral.

O episódio recoloca em evidência a discussão sobre a relação entre magistrados e figuras investigadas, um tema que deve dominar as discussões no Congresso nos próximos dias, enquanto a oposição e setores do centro buscam viabilizar a pauta de impeachment.

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