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De “Gato Net” a minicomputadores. GDF transforma aparelhos de pirataria apreendidos em inclusão digital

O que antes era símbolo de ilegalidade e pirataria de sinal de TV e internet — o popular “gato net” — ganhou uma nova e nobre utilidade no Distrito Federal. Por meio do projeto Gamifica DF, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) está reconfigurando aparelhos de TV box apreendidos pela Receita Federal e transformando-os em minicomputadores para alunos da rede pública de ensino.

A iniciativa atua na vanguarda da sustentabilidade e da educação, dando um destino produtivo a toneladas de lixo eletrônico em potencial.

Para transformar o receptor de pirataria em uma ferramenta educacional completa, o GDF adaptou os aparelhos e investiu em periféricos. O kit entregue aos estudantes é composto por:

  • Aparelho TV box adaptado (que passa a funcionar como um miniprocessador portátil);
  • Teclado (adquirido separadamente pelo GDF);
  • Mouse (adquirido separadamente pelo GDF).

Graças ao formato compacto, o equipamento transformado é leve, versátil e pode ser facilmente transportado pelos alunos para qualquer lugar.

O projeto recebeu um forte impulso financeiro para expandir seu alcance. O subsecretário de Promoção à Ciência e Desenvolvimento Tecnológico da Secti-DF, Milton Mendes, destaca o impacto social e o retorno do investimento para a comunidade.

“Este ano, o investimento do GDF para o Gamifica foi de R$ 15 milhões. São equipamentos que seriam destruídos, não tinham serventia nenhuma ou seriam usados indevidamente pela população por meio da pirataria. Então, a gente atua fortemente na economia reversa, na transformação digital, na inovação e também na inclusão digital, principalmente aos jovens menos favorecidos”, avalia Mendes.

Muito além de apenas entregar as máquinas, o Gamifica DF funciona como uma porta de entrada para o mercado de trabalho do futuro. Ao receberem os computadores, os jovens ganham a oportunidade de se capacitar em áreas altamente demandadas pelo setor tecnológico.

Pilares de Formação do Projeto:

  • Criação e Desenvolvimento: Introdução à lógica de programação;
  • Design de Jogos: Criação de narrativas visuais e mecânicas de games;
  • Inteligência Artificial (IA): Formação de base nas novas tecnologias globais.

“Além da capacitação de jovens, e muitos não têm acesso à tecnologia em casa, eles podem participar de cursos de formação (…), gerando profissões e movendo o empreendedorismo”, conclui o subsecretário.

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