As encruzilhadas táticas de Marconi Perillo na formação da chapa majoritária
A estratégia de bastidor adotada pelo ex-governador e pré-candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, Marconi Perillo, colocou o partido em uma posição delicada na montagem de sua chapa majoritária. Ao optar por retardar definições na expectativa de atrair nomes de peso que pudessem romper com a base do governo, Marconi viu seus alvos estratégicos — como Zacharias Calil (MDB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Gustavo Mendanha (PRD) — reafirmarem o alinhamento com a base governista.
O resultado do movimento tático é um isolamento temporário na construção das vagas de vice e senadores, forçando o comando tucano a recalcular a rota às vésperas das convenções.
Um dos desdobramentos mais diretos desse cenário é a mudança de postura em relação a Iure de Castro (Cidadania). Inicialmente visto com reservas por setores da cúpula do PSDB para a disputa ao Senado, o jovem procurador da Assembleia Legislativa de Goiás passa a ser uma peça central e indispensável no tabuleiro oposicionista.
Com um discurso firme e bem posicionado, Iure ganha projeção por ser uma das poucas vozes no estado a fazer um contraponto direto e contundente ao deputado federal Gustavo Gayer (PL), pré-candidato ao Senado. A presença de Iure na chapa garante ao grupo de Marconi um palanque de combate qualificado no debate majoritário.
Paralelamente às negociações na capital, o nome do empresário e ex-prefeito de Goianésia, Otavinho Lage, volta a orbitar as conversas do PSDB. Conhecido pelo perfil gestor e pelo foco histórico em seus empreendimentos privados, Otavinho representa o equilíbrio regional e o peso econômico que a chapa tucana busca para encorpar o projeto estadual.
Com o afunilamento dos prazos partidários, a capacidade de articulação de Marconi Perillo será testada na sua habilidade de unificar esses quadros e transformar a pressão do tempo em uma composição coesa para a disputa do Palácio das Esmeraldas.



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