Clima seco de Brasília afeta saúde respiratória; soro fisiológico é aliado para aliviar sintomas
Especialistas recomendam higiene nasal e hidratação para minimizar ardência, irritação e sangramentos causados pela baixa umidade do ar
Com a chegada do período de seca no Distrito Federal, os índices de umidade do ar frequentemente caem a níveis críticos, e as regiões do nariz e da garganta estão entre as que mais sofrem com o ressecamento. Ardência, irritação, formação de crostas, obstrução nasal e até sangramentos se tornam mais frequentes nessa época do ano.
Nesse período, a higiene com soro fisiológico é uma das medidas mais recomendadas por especialistas para manter a mucosa hidratada e aliviar o desconforto.
Quem sentiu na pele os efeitos do clima seco foi o analista administrativo Yan Salem, que se mudou de Barra do Garças (MT) para Brasília. A adaptação ao novo clima trouxe desafios: nariz e garganta foram os mais afetados, com sintomas que chegaram a interferir no sono, na concentração e até na prática de atividades físicas.
“O nariz ficava extremamente sensível e ressecado por dentro, a ponto de sangrar com frequência, e a garganta parecia constantemente arranhada”, relata.
Para amenizar o incômodo, água e soro fisiológico passaram a fazer parte da rotina do analista. “Eu andava com garrafa de água para todo lado e usava soro no nariz várias vezes ao dia. Era praticamente um ‘kit de sobrevivência'”, recorda.
Recomendações para o período seco
Além do uso de soro fisiológico para higiene nasal, especialistas orientam:
- Beber bastante água ao longo do dia
- Evitar ambientes com ar-condicionado por longos períodos
- Umidificar o ambiente com toalhas molhadas ou umidificadores
- Evitar exposição ao sol nos horários de pico
- Usar roupas leves e protetor solar
O período de seca no DF costuma se estender até outubro, quando as chuvas começam a retornar e os níveis de umidade se estabilizam.



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