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Exposição “Chão Ancestral” leva à Rodoviária do Plano Piloto a força e a história das mulheres negras

Mostra gratuita celebra os 290 anos do Quilombo Mesquita e convida o público a refletir sobre ancestralidade, resistência e identidade até o dia 31 de julho.

Quem passa diariamente pela Rodoviária do Plano Piloto tem a oportunidade de vivenciar uma experiência que vai além da rotina urbana. A exposição “Chão Ancestral”, aberta ao público até o dia 31 de julho, transforma um dos espaços mais movimentados do Distrito Federal em um cenário de valorização da cultura afro-brasileira, da memória coletiva e da força das mulheres negras.

A mostra reúne fotografias que retratam histórias de ancestralidade, resistência, identidade e conquistas, apresentando narrativas visuais que evidenciam o protagonismo feminino negro e sua contribuição para a formação da sociedade brasileira.

Organizada pelo Festival Latinidades, referência nacional na valorização da cultura afro-latina e afro-brasileira, a exposição integra as atividades do Mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, reforçando a importância do reconhecimento da diversidade cultural e do combate ao racismo.

As imagens são assinadas pelos fotógrafos Walisson Braga, Luiz Alves e Webert da Cruz, com apoio da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). O conjunto fotográfico homenageia os 290 anos do Quilombo Mesquita, uma das mais tradicionais comunidades quilombolas do Centro-Oeste, destacando especialmente a trajetória das mulheres quilombolas na defesa do território, da memória, da cultura e dos direitos sociais.

Além de celebrar a riqueza da identidade afro-brasileira, a exposição busca democratizar o acesso à arte ao ocupar um espaço público de grande circulação. A proposta é aproximar a população da produção cultural e estimular reflexões sobre pertencimento, diversidade e justiça social no cotidiano da capital federal.

Instalada na plataforma A/B da Rodoviária do Plano Piloto, ao lado da escada rolante, a mostra tem visitação gratuita e permanece aberta até 31 de julho, oferecendo aos brasilienses e visitantes uma oportunidade de conhecer, por meio da fotografia, histórias que preservam a memória e fortalecem a identidade das comunidades negras brasileiras.

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