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Comércio cobra menos burocracia e mais respeito ao empreendedor em Valparaíso de Goiás

O comércio se consolidou como a principal força econômica de Valparaíso de Goiás. Dos pequenos empreendedores aos grandes investidores, é o setor produtivo que movimenta empregos, renda e sustenta parte significativa da economia da cidade. E foi justamente para discutir caminhos de fortalecimento desse setor que a Associação Comercial de Valparaíso de Goiás (Acival) promoveu, nesta terça-feira, uma reunião voltada ao debate sobre finanças, investimentos e desburocratização.

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O encontro reuniu empresários, comerciantes e lideranças políticas da cidade. Entre os presentes estavam a cientista política Carol Fleury, ex-secretária de Estado do Entorno, e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Edvaldo Marajó, que é vereador licenciado.

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Durante a reunião, um dos temas centrais foi a necessidade de tornar mais rápido e eficiente o processo de emissão de alvarás de funcionamento. Para empresários presentes, a burocracia ainda representa um dos maiores obstáculos para quem deseja empreender, gerar empregos e investir no município.

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Edvaldo Marajó reconheceu a importância do debate e destacou que a gestão municipal trabalha para modernizar e agilizar os processos administrativos ligados ao setor produtivo. Segundo ele, a orientação do governo municipal é fortalecer o comércio e ampliar a parceria com os empresários.

SECRETÁRIO EDVALDO MARAJÓ É PARCEIRO DO SETOR PRODUTIVO

“O governo entende que o empresário gera emprego, renda e desenvolvimento. Precisamos desburocratizar e tornar o sistema mais eficiente”, destacou o secretário.

Apesar do clima institucional, o encontro também foi marcado por críticas vindas de empresários presentes. Sem citar nomes, alguns comerciantes relataram insatisfação com a postura de um servidor público ligado à estrutura administrativa do município. “Um superintende que manda mais que o prefeito e secretário.”

Segundo relatos feitos durante a reunião, o servidor teria comportamento autoritário e tratamento considerado desrespeitoso com empresários da cidade. A reportagem tentou obter a identificação do funcionário mencionado, mas os representantes da associação preferiram evitar o confronto público.

“Melhor não. É preciso resolver”, afirmou Etevaldo Silva, em nome da Acival, interrompendo o debate sobre o assunto e defendendo a busca de soluções sem personalizar a crise.

A postura revela um cenário delicado. De um lado, empresários pedindo mais respeito, eficiência e diálogo; do outro, uma tentativa institucional de evitar desgaste político e administrativo em meio às reclamações crescentes do setor produtivo.

O episódio também evidencia uma realidade enfrentada por cidades em crescimento acelerado como Valparaíso de Goiás: o desafio de equilibrar fiscalização, arrecadação e desenvolvimento econômico sem transformar a máquina pública em obstáculo para quem produz.

A presença de lideranças políticas e representantes do setor empresarial reforçou que existe preocupação coletiva com o futuro econômico da cidade. Hoje, mais do que nunca, Valparaíso depende da força do comércio para manter empregos, atrair investimentos e sustentar seu crescimento no Entorno do Distrito Federal.

Nos bastidores, o recado dos empresários foi claro: a cidade precisa de menos burocracia, mais eficiência e uma relação mais humana entre poder público e setor produtivo.

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