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Perdeu algo no metrô? Aplicativo do Metrô-DF já ajudou centenas de passageiros a recuperar objetos esquecidos

Esquecer bolsas, documentos, celulares ou até objetos inusitados dentro do metrô pode parecer um pesadelo para muitos passageiros. Mas no Distrito Federal, a tecnologia tem ajudado a transformar preocupação em alívio. O aplicativo do Metrô-DF agora conta com um sistema digital de Achados e Perdidos que vem agilizando a devolução de itens esquecidos em trens e estações.

Somente no ano passado, foram registradas 755 consultas online. De janeiro a abril deste ano, já foram contabilizados 289 atendimentos digitais, mostrando que cada vez mais usuários têm recorrido à ferramenta para tentar recuperar seus pertences.

Disponível gratuitamente para Android e IOS, o aplicativo permite que o passageiro registre a perda diretamente na aba “Achados e Perdidos”, localizada na área de Serviços. Para aumentar as chances de localização, o usuário deve informar detalhes como estações por onde passou, horário aproximado e características do objeto.

Há 28 anos atuando no Posto Central de Objetos Achados e Perdidos (Pcoap), a agente de estação Maria de Lourdes Galvão explica que a digitalização trouxe rapidez e eficiência ao processo.

“Antes, era muito manual. Os objetos demoravam vários dias para chegar até aqui. Hoje, conseguimos localizar em minutos e orientar o usuário sobre a retirada”, destacou.

O volume de objetos esquecidos impressiona. Segundo o Metrô-DF, entre 16 mil e 18 mil itens são deixados anualmente em estações e vagões. Entre os mais comuns estão:

  • chaves;
  • cartões;
  • bolsas;
  • garrafas;
  • roupas;
  • bicicletas;
  • brinquedos;
  • sapatos.

Mas também há casos curiosos, como micro-ondas, televisores e até uma imagem de São Longuinho — conhecido popularmente como o santo das coisas perdidas.

Quando um objeto é encontrado, a orientação é que seja entregue imediatamente a um funcionário do metrô. O item é registrado no sistema com informações detalhadas, como cor, tamanho e conteúdo, no caso de mochilas e bolsas.

Os materiais permanecem guardados por até seis meses. Após esse período, itens em boas condições podem ser destinados a instituições sociais. O que não pode ser reaproveitado passa por descarte adequado.

Segundo Maria de Lourdes, o objetivo principal do setor é devolver os pertences aos verdadeiros donos.

“Nosso foco não é guardar para doação. O trabalho é localizar o usuário e devolver o objeto o mais rápido possível”, reforçou.

A praticidade do serviço também recebe elogios dos passageiros. O bancário Gabriel Montserrat, de 27 anos, afirmou que a ferramenta facilita muito para quem utiliza o transporte diariamente.

“Muitas vezes a pessoa perde algo e nem percebe na hora. Com o aplicativo, fica mais fácil registrar e recuperar”, comentou.

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