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“Massacra o povo humilde” – Assistente social Maria Yvelônia reage com indignação a novo aumento das passagens do Entorno

O novo reajuste nas passagens de ônibus entre Goiás e o Distrito Federal provocou forte reação social e política. Uma das vozes mais contundentes é a da assistente social Maria Yvelônia, que classificou o aumento como um “massacre contra o povo simples e trabalhador” das cidades do Entorno.

Segundo ela, a população já vinha sofrendo com sucessivas altas e agora enfrenta mais um impacto direto no orçamento familiar.

“Esperávamos que tendo um secretário que vive no Entorno teríamos um defensor, engano!”, disse Maria Yvelônia.

“Quem vive no Entorno não usa ônibus por escolha — usa por necessidade. Esse aumento tira comida da mesa de famílias humildes”, afirmou.

Novo reajuste agrava cenário já crítico

A alta foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que confirmou aumento médio de 2,54% nas tarifas a partir de 22 de fevereiro de 2026.

Na prática, é o segundo reajuste em poucos meses, criando o que moradores chamam de um “duplo golpe” no transporte do Entorno — região onde milhares de trabalhadores dependem diariamente dos ônibus para chegar a Brasília.

Hoje, antes do novo aumento, as tarifas já pesam no bolso:

  • Águas Lindas → Brasília: cerca de R$ 11,15
  • Novo Gama → Brasília: cerca de R$ 10,10
  • Valparaíso → Brasília: cerca de R$ 7,80
  • Cidade Ocidental → Brasília: cerca de R$ 8,65

Com o reajuste, algumas linhas devem ultrapassar R$ 12.

Indignação e chamado à mobilização

Para Maria Yvelônia, o problema vai além do valor das passagens. Ela afirma que a situação revela desigualdade histórica enfrentada pela população do Entorno.

“O trabalhador do Entorno sustenta a economia do DF, acorda de madrugada, enfrenta ônibus lotado e agora é penalizado com aumentos seguidos. Isso é injusto e precisa acabar.”

Diante do cenário, a assistente social conclamou a população, lideranças e autoridades a se mobilizarem.

“É hora de união. Precisamos pressionar por soluções definitivas e defender o direito de ir e vir do povo humilde.”

Consórcio travado aumenta revolta

O aumento também reacendeu críticas à falta de avanço do consórcio interfederativo entre União, DF e Goiás, considerado essencial para subsidiar tarifas e evitar reajustes frequentes.

Governos locais afirmam que houve resistência da ANTT em aceitar os termos do acordo para dividir custos do transporte.

A estagnação do consórcio contrasta com períodos anteriores, quando o tema avançou sob gestão técnica na Secretaria do Entorno de Goiás. Durante a condução da cientista política Carol Fleury, as negociações ganharam prioridade e reajustes chegaram a ser evitados, segundo lideranças regionais.

Impacto social crescente

Sem subsídio e com reajustes sucessivos, o transporte do Entorno continua entre os mais caros proporcionalmente à renda dos usuários.

Para Maria Yvelônia, o cenário é insustentável. “Não estamos falando de números — estamos falando de vidas, de mães e pais que precisam escolher entre pagar a passagem ou garantir o básico dentro de casa.”

Realidade que revolta a população

Enquanto o consórcio não avança, a rotina segue marcada por viagens longas, ônibus lotados e tarifas crescentes.

E, para a assistente social, a indignação precisa se transformar em ação coletiva. “O povo do Entorno não pode aceitar calado. É preciso mobilização para que o transporte deixe de ser um sofrimento e volte a ser um direito.”

1 comentário

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Silvano de Souza Cruz

A verdade que ecoava nas mentes da população foi dita pela corajosa María Yvelonia.

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