No dia de Iemanjá, a Rainha do Mar se revela em luz, fé e mistério na trajetória do Bàbálòrìṣà Ribamar Veleda
Neste 2 de fevereiro, o Brasil se curva em respeito e devoção à força ancestral de Iemanjá, a Rainha do Mar, mãe dos orixás, senhora das águas salgadas, do acolhimento e do destino.
No Ilê Àsè Odê Onísegún, a data é celebrada com fé profunda pelo Bàbálòrìṣà Ribamar de Òsóse, Ribamar Veleda, líder religioso que carrega em sua trajetória histórias marcadas pela presença viva de Iemanjá. Sua relação com a Mãe das Águas vai além da devoção. É experiência, é chamado espiritual, é destino.
Ribamar relembra um episódio que marcou sua vida. Em Salvador, numa noite silenciosa na praia do Farol, contemplava o infinito do mar e elevava seus pensamentos a Iemanjá. Entre as ondas e o escuro da noite, uma luz intensa começou a se aproximar lentamente. A claridade vinha em sua direção. Ao chegar, revelou-se aos seus pés um pequeno barquinho repleto de joias. Um presente da Rainha do Mar.
Dias depois, já em Valparaíso de Goiás, em sua casa religiosa, Iemanjá manifestou-se e lhe perguntou, com a doçura e a força que lhe são próprias, se havia gostado do presente. Ribamar agradeceu. Não apenas pelas joias, mas pelo sinal, pela proteção e pelo reconhecimento espiritual.
Iemanjá é isso – proteção, colo e caminho aberto. É a mãe que escuta em silêncio, que recebe dores, medos, pedidos e esperanças lançados ao mar. Nas ondas, ela leva o que pesa e devolve fé, equilíbrio e renovação.
Em cada flor branca ofertada, em cada vela acesa com respeito, existe um pedido por paz, saúde, amor e prosperidade. Celebrar Iemanjá é também afirmar a força ancestral que sustenta vidas, histórias e culturas, reafirmando a resistência e a sabedoria das religiões de matriz africana.
Que neste 2 de fevereiro, Iemanjá cubra os lares com sua proteção, fortaleça os corações e ensine, mais uma vez, que amar, cuidar e acolher são atos sagrados de coragem.



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