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Abandono cruel – Filhotes são deixados à própria sorte em área de mata no DF e resgatados pela Polícia Civil

O silêncio da mata no Taquari, no Distrito Federal, foi quebrado no último sábado (24/01) por uma cena de crueldade que expõe, mais uma vez, a face mais dura do abandono de animais. Três filhotes de cães, indefesos e vulneráveis, foram descartados como se fossem objetos, deixados em uma área de mata, sob risco iminente de morte, fome e ataques de outros animais.

O crime foi flagrado por uma policial civil que passava pela região e presenciou o momento exato em que uma mulher abandonava os filhotes. Diante da cena, a agente não hesitou: passou a acompanhar a autora e, com o apoio de equipes da 2ª Delegacia de Polícia, conseguiu detê-la. A suspeita foi conduzida à 5ª DP para os procedimentos legais cabíveis.

No primeiro momento, os filhotes, assustados, correram para dentro da mata fechada, o que dificultou o resgate imediato. A situação se agravou minutos depois, quando a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) recebeu nova comunicação da policial informando que o marido da suspeita estava no local tentando capturar os cães.

A autoridade policial deslocou-se imediatamente até a área e conseguiu resgatar os três filhotes — dois machos e uma fêmea — que já se encontravam no interior do veículo do esposo da autora do abandono. Os animais foram apreendidos e encaminhados para a responsabilidade da DRCA, onde recebem os cuidados necessários e acompanhamento veterinário.

O caso será formalmente encaminhado à 2ª DP e apurado no âmbito da DRCA/Cepema. A Polícia Civil do Distrito Federal reforça que abandonar animais é crime, enquadrado como maus-tratos, conforme o artigo 32, §1º-A, da Lei nº 9.605/1998. A legislação prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa e proibição da guarda de animais.

Mais do que um ato ilegal, o abandono é uma violência silenciosa que condena animais inocentes ao sofrimento e, muitas vezes, à morte. Filhotes não escolhem nascer, não escolhem depender de humanos — e tampouco deveriam pagar com a própria vida pela irresponsabilidade de quem os descarta.

Neste momento, a prioridade das autoridades é garantir um lar temporário ou adoção responsável para os filhotes resgatados. A Polícia Civil pede o apoio da população para divulgar o caso e ajudar a encontrar famílias dispostas a acolher os animais com amor e responsabilidade.

Casos como este reforçam a urgência de uma mudança de consciência coletiva: animal não é coisa, não é descartável e não pode ser tratado como lixo. Denunciar é um ato de empatia, e proteger a vida — seja humana ou animal — é um dever de todos.

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