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Taguaparque – A história do gigante verde que mudou Taguatinga. Parque só saiu do papel graças à força de Arruda e Dr. Charles

Taguatinga tem muitos símbolos, mas poucos representam tão bem o espírito de união, revitalização e pertencimento da cidade quanto o Taguaparque. Hoje consolidado como um dos espaços públicos mais queridos do Distrito Federal, o parque é resultado de uma longa luta da comunidade — e, sobretudo, de uma decisão política determinante: a atuação direta do então governador José Roberto Arruda e do então deputado distrital Dr. Charles, figuras que transformaram um projeto estagnado em realidade para milhares de famílias.

De sonho comunitário a criação oficial

A ideia de transformar aquela imensa área livre em um parque urbano circulava entre moradores de Taguatinga desde os anos 1990. Foi em 5 de maio de 1998 que o espaço ganhou existência legal, com a criação oficial do Taguaparque. À época, imaginava-se um uso misto, combinando áreas públicas com espaços destinados a atividades privadas e centros comerciais.

Um ano depois, em dezembro de 1999, a Lei Complementar 265 redefiniu os rumos do projeto ao estabelecer que o Taguaparque seria um parque de “uso múltiplo e ecológico”, abrindo caminho para que se tornasse o grande pulmão verde da região. Em 2019, já consolidado e amado pela população, a legislação foi atualizada pela Lei Complementar 961.

Mas, apesar de existir no papel, o parque permanecia fechado, abandonado e vítima de descarte irregular de entulho. Faltava ação política, decisão administrativa — e coragem.

A virada histórica: Arruda e Dr. Charles tiram o projeto do papel

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José Roberto Arruda assina a criação do Taguaparque -Fotos: F. Gualberto/Arquivo

O salto definitivo acontece em 2009, ano em que Taguatinga comemorava mais um aniversário. E, finalmente, o presente esperado por mais de uma década chegou: o Taguaparque foi inaugurado e aberto à população.

Isso só foi possível graças à atuação firme e direta do então governador José Roberto Arruda, que determinou que o parque seria entregue, e do então deputado distrital Dr. Charles, cuja história com Taguatinga e Vicente Pires fez dele um dos principais defensores da obra na Câmara Legislativa.

A dupla mobilizou governo, orçamentos e equipes técnicas. O que era promessa virou realidade.

O parque que nasceu grande

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A primeira fase entregue ao público não deixou dúvidas: o Taguaparque seria um marco.

Entre as estruturas inauguradas estavam:

  • Pista de cooper com cerca de 2 km;
  • Circuito de jipecross (700 m) e motocross (1.300 m), que rapidamente se tornaram referência;
  • Playgrounds, quadras de vôlei de areia e futebol society;
  • Ciclovias, circuito de ginástica, churrasqueiras, banheiros e amplo estacionamento;
  • Um ginásio coberto com capacidade entre 560 e 800 pessoas;
  • E um destaque simbólico: a instalação da réplica do Portal da Primeira Missa, inicialmente planejada para o Eixo Monumental, mas transferida para o parque por decisão política.

Era um parque moderno, completo e, pela primeira vez, verdadeiramente pensado para as famílias de Taguatinga.

De área degradada a referência ecológica

No início dos anos 2000, parte da área era um cenário desolador, marcada por descarte irregular de entulho. A inauguração reverteu esse quadro e iniciou um processo contínuo de preservação.

Nos anos seguintes, o parque recebeu:

  • Revitalização do parquinho infantil em 2017;
  • Reformas de quadras, churrasqueiras e equipamentos;
  • Campanhas de plantio, incluindo cerca de 200 mudas em 2020;
  • Projetos de educação ambiental e ações de uso sustentável do espaço.

O que antes era abandono virou cuidado e consciência ecológica.

Um gigante de 89 hectares que conquistou o povo

Com 89 hectares, o Taguaparque hoje é uma das maiores áreas de lazer público de Taguatinga — e uma das mais movimentadas do DF. Segundo a Agência Brasília, recebe cerca de 10 mil pessoas por dia durante a semana, número que chega a 20 mil nos fins de semana.

O parque abriga ainda:

  • O Centro Cultural do Taguaparque, espaço público destinado a promover arte local;
  • A “Vila da Criança”, com brinquedos acessíveis e inclusivos;
  • Trilhas, áreas verdes e ampla infraestrutura que atraem famílias, esportistas, jovens e idosos.

Moradores costumam dizer: “antes, precisávamos ir ao Parque da Cidade; agora, temos um parque nosso, forte, bonito e cheio de vida”.

Identidade, pertencimento e legado

O Taguaparque ganhou status de cartão-postal, palco de eventos, encontros, caminhadas e memórias afetivas. É hoje um ativo essencial para a qualidade de vida da região, além de símbolo de que políticas públicas bem executadas transformam territórios — e histórias.

E é impossível contar essa trajetória sem reconhecer o papel decisivo de José Roberto Arruda e Dr. Charles, que enfrentaram desafios, tomaram decisões e entregaram à população o parque que Taguatinga tanto esperava.

Mais do que um espaço de lazer, o Taguaparque é um triunfo comunitário, político e social. Um exemplo de que quando trabalho, história e vontade pública se encontram, toda a cidade ganha. Por: André Teixeira – 62999907919.

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