Vigilância Ambiental intensifica ações no Sol Nascente para barrar avanço do Aedes aegypti
A luta contra o Aedes aegypti ganhou mais um capítulo importante nesta quinta-feira (27), quando agentes de Vigilância Ambiental em Saúde retornaram ao Sol Nascente para reforçar o monitoramento e o combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A operação integra um conjunto de ações estratégicas que têm sido ampliadas em todo o Distrito Federal diante do crescimento dos focos do vetor.
Durante a visita, as equipes revisitaram trechos da comunidade para checar dispositivos já instalados nas residências, fundamentais para acompanhar a presença do mosquito e interromper seu ciclo reprodutivo. Dois equipamentos são destaque nesse enfrentamento:
- As estações disseminadoras de larvicidas (EDLs), estruturas inovadoras que utilizam o próprio mosquito como agente de controle, fazendo com que ele carregue o larvicida para outros pontos por onde circula;
- As ovitrampas, baldes preparados para coletar ovos e, a partir deles, orientar a elaboração de mapas de calor, que indicam as áreas mais críticas e ajudam a direcionar as equipes de campo.
Além do monitoramento, ações diretas de eliminação e tratamento de criadouros vêm sendo realizadas em toda a região. Os agentes aplicam larvicidas em áreas estratégicas e utilizam inseticidas residuais por borrifação intradomiciliar, especialmente em locais de grande circulação, como escolas, e em imóveis que historicamente acumulam focos, como ferros-velhos.
A tecnologia tem sido uma grande aliada: drones são utilizados para mapear e tratar pontos de difícil acesso e identificar possíveis criadouros ocultos. Outra inovação que se destaca é a soltura dos chamados “wolbitos”, mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia. Incapazes de transmitir vírus, esses insetos foram desenvolvidos para substituir gradualmente a população local de vetores, reduzindo significativamente o risco de transmissão das doenças.
As ações no Sol Nascente reforçam o compromisso da Vigilância Ambiental em adotar estratégias modernas, integradas e eficazes na proteção da população. O trabalho contínuo, aliado à participação dos moradores, é fundamental para manter o mosquito longe e garantir mais segurança à comunidade.



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