Sem nome a estadual consolidado, Valparaíso vê vereadores e lideranças migrarem para nomes de outros municípios
A cena política de Valparaíso de Goiás se encontra em um momento raro. A ausência de uma liderança forte disputando a cadeira de deputada estadual tem provocado um movimento de busca por alternativas fora do município. Sem um nome que concentre apoio local, vereadores, lideranças comunitárias e articuladores políticos têm recorrido a pré-candidatos de cidades vizinhas para estabelecer alianças.
O episódio mais recente reforça essa tendência. Mesmo sem declarar apoio à pré-candidata a deputada estadual Joscilene Martins, esposa do prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, o vereador valparaisense Edvaldo do Marajó se reuniu com o casal para uma conversa política e registrou o encontro em foto.
Questionado sobre a aproximação, Edvaldo foi direto:
“Tenho um mandato e uma equipe. Preciso conversar com todos.”
A declaração expõe o cenário atual: com Valparaíso sem um nome competitivo ou amplo o suficiente para unificar o apoio da classe política municipal, cresce a necessidade de diálogo com lideranças regionais.
Valparaíso perdeu protagonismo na disputa por uma cadeira na ALEGO
Historicamente, o município já lançou nomes relevantes para a Assembleia Legislativa de Goiás. Porém, nesta pré-campanha, nenhum grupo político local conseguiu apresentar uma candidatura estadual com musculatura, densidade eleitoral ou capacidade de articulação que unifique os vereadores e lideranças de bairros.
Esse vácuo abriu espaço para que pré-candidatos de cidades como Novo Gama, Cidade Ocidental e Luziânia passem a transitar com naturalidade entre autoridades valparaisenses.
Lideranças buscam “opções viáveis” fora da cidade
Nos bastidores, o diagnóstico é unânime:
- Falta um projeto local articulado.
- Falta um nome competitivo com projeção regional.
- Falta unidade entre os grupos do município.
Com isso, vereadores, presidentes de associações e articuladores têm conversado com pré-candidatos de fora, disputando espaço no crescente tabuleiro político do Entorno.
A movimentação de Edvaldo do Marajó, ainda que cautelosa, simboliza esse novo cenário: um município de peso eleitoral que, pela primeira vez em anos, não possui uma liderança estadual capaz de reunir a própria base política.
Enquanto Valparaíso não define seu protagonista, o jogo segue aberto
Sem uma candidatura local forte, o município corre o risco de perder representatividade na Assembleia Legislativa em 2026. Até lá, as lideranças seguem em busca de nomes que dialoguem com seus projetos — mesmo que eles não venham de Valparaíso. Por: André Teixeira – 62999907919.



Publicar comentário