Projeto Amparar fortalece acolhimento a vítimas de crimes no DF com novas estratégias de apoio
Representantes do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) e do Instituto Mãos Solidárias (IMS) participaram, na última sexta-feira (6), de um encontro voltado à troca de experiências sobre novas ferramentas de intervenção baseadas na psicologia social. A atividade teve como objetivo aprimorar o atendimento prestado a vítimas de crimes e fortalecer a rede de apoio psicossocial no Distrito Federal.
Durante a reunião, foram apresentadas dinâmicas coletivas e comunitárias voltadas ao acolhimento individual e à compreensão do contexto social das pessoas atendidas. A iniciativa contribui para o aprimoramento da metodologia utilizada pelo Projeto Amparar, que atua na garantia de direitos das vítimas, priorizando o acolhimento humanizado, o acesso à informação e a prevenção da revitimização.
Segundo a coordenadora do Nuav, a promotora de Justiça Jaqueline Gontijo, a parceria amplia a capacidade de atuação do projeto.
“Com essa parceria, o Amparar reafirma seu compromisso em não apenas acolher, mas em compreender as raízes sociais das demandas que chegam até o Ministério Público, promovendo uma justiça mais próxima e empática. Acreditamos que a evolução constante é o único caminho para oferecer um suporte humano e transformador”, afirmou.
Durante o encontro, também foram discutidas estratégias para fortalecer o diálogo institucional entre o Ministério Público e organizações da sociedade civil. Para a promotora de Justiça Thaís Tarquínio, essa articulação é essencial para ampliar o alcance das políticas de apoio às vítimas.
“O diálogo com a sociedade civil, o terceiro setor e entidades privadas é primordial para a construção de pontes para um Ministério Público mais resolutivo, democrático e presente”, destacou.
A promotora Ramona Anchieta ressaltou que compreender a trajetória e o contexto social das vítimas é fundamental para aprimorar o atendimento.
“Compreender o contexto em que cada vítima está inserida e as suas trajetórias fortalece a nossa atuação e contribui para um atendimento cada vez mais sensível e integrado”, explicou.
A psicóloga Márcia Macedo, que participou do encontro, avaliou positivamente o diálogo com os profissionais e residentes envolvidos no projeto. Segundo ela, a discussão abordou aspectos importantes da atuação da psicologia social no contexto da violência doméstica.
“Foi possível dialogar sobre a atuação do psicólogo social no contexto da violência doméstica, abordando a diferença entre atendimento pontual e acompanhamento psicossocial, além da importância da escuta qualificada, da avaliação de risco e da articulação com a rede de proteção”, afirmou.
Criado pelo Nuav, o Projeto Amparar oferece acolhimento e assistência a sobreviventes de feminicídio e a familiares de vítimas de crimes com resultado de morte, como homicídio, latrocínio e mortes no trânsito.
A iniciativa busca garantir atendimento humanizado, com escuta qualificada, apoio psicológico e orientação sobre direitos. O projeto também trabalha para reduzir a revitimização das pessoas atendidas e fortalecer a confiança no sistema de justiça, promovendo diálogo com a rede de apoio psicossocial.
Como buscar atendimento
O atendimento do Projeto Amparar pode ser solicitado por meio de formulário online disponibilizado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Contato:
WhatsApp: (61) 99635-6929
E-mail: amparar@mpdft.mp.br



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