Márcia Rollemberg – Elegância, cultura e cidadania na capital
Brasília tem dessas: gente que se mistura à cidade, caminhando nela como quem cultiva jardim. É o caso de Márcia Rollemberg, figura conhecida nos bastidores da cultura, das políticas públicas e, claro, das rodas sociais mais atentas do Distrito Federal. Filha de Minas, mas com coração candango, Márcia é daquelas personalidades que dispensam alarde — prefere o diálogo, o trabalho constante e a costura de pontes.
Filiada ao PSB, Márcia também é conhecida por acompanhar de perto a trajetória política e pública do marido, o deputado federal Rodrigo Rollemberg. Os dois formam um daqueles pares que a cidade aprendeu a reconhecer: afinados nas convicções democráticas, no compromisso com causas sociais e numa vida pública guiada por projeto, propósito e serenidade. Nada de estrelismo — Brasília observa, e sabe.
Mas engana-se quem pensa que Márcia vive à sombra de algo ou alguém. Assistente social, arte-educadora formada pela UnB e especialista pela Unicamp, ela acumulou mais de 30 anos de experiência em políticas de cultura, saúde e patrimônio, com projetos que ganharam o Brasil e cruzaram fronteiras. Onde havia uma política pública precisando nascer, lá estava ela — articulando, ouvindo, formando redes.
Márcia esteve na implantação da Biblioteca Virtual em Saúde, um marco que conectou informação e conhecimento para profissionais e pesquisadores em toda a América Latina. Foi também fundamental na criação do Centro Cultural do Ministério da Saúde (2004) e do Centro Lúcio Costa/IPHAN (2011), espaço de excelência na formação para gestão do patrimônio.
Entre 2011 e 2014, assumiu a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, onde ajudou a fortalecer a política dos Pontos de Cultura — um dos pilares do reconhecimento da cultura como direito. Depois, colaborou com programas sociais no Distrito Federal, como o Criança Candanga e o Brasília Cidadã, incluindo o Portal do Voluntariado e o querido Embaixadas de Portas Abertas, que levou brasiliense a conhecer culturas do mundo sem sair da cidade.
Mais recentemente, Márcia também mergulhou em iniciativas de formação política e incentivo à liderança feminina, cofundando a startup Quero Você Eleita, além de atuar como conselheira de patrimônio cultural do GDF por seis anos.
Seja conversando com mestres de cultura popular, diplomatas, lideranças comunitárias ou estudantes, Márcia tem um jeito leve — firme, mas jamais impositivo. Transita entre diferentes mundos com naturalidade. Talvez porque, no fundo, ela sempre pareça buscar o mesmo: a humanidade das relações.
E numa sexta-feira ensolarada em Brasília — daquelas em que o céu parece imenso demais para caber numa só fotografia — dá pra imaginá-la caminhando pela Asa Norte, sentada num café da 408, ouvindo histórias, articulando ideias, já pensando no próximo projeto que reúna gente, afeto, criatividade e política.
Porque, no fim das contas, Márcia Rollemberg é exatamente isso:
uma curadora de encontros, em uma cidade que nasceu para ser ponto de convergência.



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