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Impasse e indignação – Ponte Pacaembu-Pedregal segue paralisada e população se arrisca em desvio no ribeirão

A construção da ponte que liga o bairro Pacaembu, em Valparaíso, ao setor Pedregal, em Novo Gama, transformou-se em um símbolo de frustração para a população do Entorno do Distrito Federal. O que deveria ser a realização de um sonho de mais de 20 anos, viabilizado por meio de uma emenda do senador Wilder de Morais e apoio do governador Ronaldo Caiado, hoje é um canteiro de obras paralisado que gera medo e incerteza.

Lançada em março de 2024 sob responsabilidade da Goinfra, a obra tinha um investimento anunciado de mais de R$ 2,7 milhões e previsão de entrega em apenas 240 dias (oito meses). No entanto, passados os prazos iniciais, os moradores relatam que a execução está interrompida, deixando a estrutura exposta à ação das chuvas, que inviabilizam qualquer proganço neste período.

A estrutura técnica da ponte também gera questionamentos. Inicialmente projetada com 30 metros de extensão, há relatos da comunidade de que a obra agora alcança 100 metros, o que alimenta a desconfiança sobre o planejamento estratégico e o custo final do projeto.

Os principais pontos de conflito

  • Risco à Comunidade: Moradores apontam que a altura da ponte é excessiva, deixando residências em situação vulnerável abaixo da estrutura.
  • Falta de Acessibilidade: O projeto original previa passarelas e acostamentos, mas o estado atual da obra impede qualquer tráfego seguro.
  • Travessia Insalubre: Diante da paralisia, a população abriu um desvio por conta própria dentro do Ribeirão Santa Maria, local contaminado por esgoto sem tratamento, para não ficar isolada.
  • Conflito com a Defesa Civil: Embora os moradores tentem manter o desvio para garantir o ir e vir, há relatos de que a Defesa Civil de Novo Gama ameaça fechar a passagem novamente.

O mistério dos recursos e a gestão da Goinfra

O projeto inicial, segundo o morador Walter Lobo, teria sofrido uma mudança administrativa que intriga a comunidade: o recurso da emenda parlamentar foi transferido da prefeitura para a Goinfra.

Lideranças comunitárias, como Walter Lobo — que cobra a execução desta ponte desde 2012 —, questionam o destino da verba e o abandono do local. “Cadê o dinheiro e a ponte que deveria ligar Novo Gama a Valparaíso?”, é a pergunta que ecoa entre os moradores que hoje precisam enfrentar o esgoto para cruzar entre as duas cidades.

A luta por respostas

Enquanto a placa do Governo de Goiás indicava mais de 50% de conclusão em junho de 2025, a realidade em fevereiro de 2026 é de abandono. A população exige que a Goinfra e a Prefeitura de Novo Gama prestem contas sobre o atraso e apresentem um cronograma definitivo com garantias de segurança para as famílias que vivem no entorno da estrutura.

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