Hospital Regional de Santa Maria redefine padrão de atendimento da saúde público no DF
Ao completar sete anos de atuação na saúde pública, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) deixa uma marca definitiva no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O que antes era uma unidade pressionada pela alta demanda hoje se consolida como um hospital mais moderno, estruturado, humanizado e capaz de responder às necessidades de uma das regiões que mais crescem no Distrito Federal e no Entorno.
As transformações acumuladas ao longo desse período não são pontuais — são estruturais. Resultado de investimentos contínuos em infraestrutura, tecnologia e pessoas, a gestão do IgesDF promoveu uma mudança profunda na forma de cuidar, acolher e salvar vidas no HRSM.
Na linha de frente, a urgência e a emergência foram fortalecidas. O hospital passou a contar com a Sala Vermelha de Trauma Adulto, equipada com quatro leitos, além de um novo box de emergência pediátrica com seis leitos, incluindo dois de isolamento com sistema de ventilação que impede a disseminação de agentes contaminantes. A ampliação trouxe mais segurança, agilidade e capacidade de resposta nos atendimentos mais críticos.
A assistência materno-infantil também viveu uma virada histórica. O centro obstétrico ganhou um posto de coleta de exames, permitindo a realização de procedimentos laboratoriais sem deslocamentos internos, além de novas camas obstétricas para os períodos de pré-parto, parto e pós-parto. Outro avanço de grande relevância foi a implantação da Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos, referência no Centro-Oeste, dedicada ao atendimento de crianças e adolescentes com condições crônicas complexas.
Um dos marcos mais simbólicos dessa transformação foi a criação do Espaço Terapêutico. O ambiente humanizado oferece fisioterapia, suporte social às gestantes e acompanhamento de famílias em momentos sensíveis, como a perda gestacional. Com essa estrutura, o HRSM tornou-se o único hospital do Distrito Federal a oferecer fisioterapia 24 horas no pré-parto, parto e pós-parto, consolidando-se como referência em assistência obstétrica humanizada.
O fortalecimento das equipes multiprofissionais sustentou essas mudanças. Hoje, o hospital conta com 166 fisioterapeutas e 22 terapeutas ocupacionais, atuando de forma integrada em UTIs, pronto-socorros, enfermarias e no centro obstétrico. A presença permanente dessas equipes impacta diretamente na recuperação funcional dos pacientes, na redução do tempo de internação e na elevação da qualidade assistencial.
Tecnologia, estrutura e eficiência a serviço da vida
A incorporação de tecnologias assistenciais elevou o patamar do atendimento. Equipamentos de alto fluxo passaram a ser utilizados no tratamento da insuficiência respiratória, especialmente em pacientes pediátricos, reduzindo a necessidade de ventilação invasiva e a pressão sobre leitos de UTI em períodos críticos. A reorganização dos atendimentos ambulatoriais por blocos de horários tornou o fluxo mais eficiente, diminuiu filas e garantiu mais conforto aos usuários.
Na área de diagnóstico, o avanço foi expressivo. O HRSM modernizou seu parque tecnológico com novas máquinas de hemodiálise, equipamentos para a assistência neonatal e um tomógrafo computadorizado de última geração, com capacidade para realizar até 200 exames por dia. O equipamento ampliou o acesso a exames complexos e passou a atender pacientes do hospital, das UPAs, das UBSs e de municípios do Entorno.
Outros investimentos estruturais incluem a implantação do setor de imuno-hormônio no laboratório clínico, a aquisição de mamógrafo, ultrassons modernos e novos aparelhos de laparoscopia, que permitem cirurgias menos invasivas e recuperação mais rápida. Em 2025, a ampliação da capacidade elétrica da unidade garantiu mais segurança operacional e viabilizou a instalação de equipamentos de grande porte, como a ressonância magnética.
A humanização do cuidado avançou lado a lado com a estrutura. O hospital passou a contar com uma sala odontológica inclusiva, adaptada para atender pessoas com deficiência, pacientes autistas e crianças com síndromes raras. Outro marco foi a implantação do Espaço Humanizar TEA, o primeiro ambiente sensorial da rede pública do Centro-Oeste voltado exclusivamente para crianças com transtorno do espectro autista.
O reconhecimento da população traduz o impacto dessas mudanças. Somente em 2025, a ouvidoria do HRSM registrou 917 elogios — um reflexo direto da transformação na assistência, no acolhimento e na relação do hospital com a comunidade.



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