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Entorno – A indignação de Airton Moura com o abandono das Forças Armadas do Brasil

Valparaíso de Goiás vive, mais uma vez, o reflexo da preocupação de um de seus líderes políticos mais atuantes e reconhecidos. Airton Moura (foto) é gaúcho de origem, morador de Goiás por escolha e defensor incansável da família, do Entorno e, acima de tudo, de Valparaíso. Militar da reserva não remunerado Moura acompanha de perto o cenário nacional e não esconde sua profunda indignação com as dificuldades enfrentadas pelas Forças Armadas do Brasil — dificuldades que, na visão dele, colocam em risco a própria soberania do país.

Por ter servido à Pátria, Airton Moura fala com propriedade. Sua análise é técnica, severa e apoiada na experiência de quem viveu a rotina militar. O que ele observa no Brasil atual é, para ele, inaceitável.

“As Forças Armadas estão operando com limitações que nenhum país sério permitiria”, afirma Moura aos interlocutores locais, destacando que o problema deixou de ser apenas institucional: tornou-se uma questão estratégica e de segurança nacional.

Defasagem orçamentária – O início de todos os problemas

Airton Moura não esconde a indignação com o colapso financeiro que compromete a estrutura militar.
O orçamento atual não garante:
• Renovação de aeronaves, viaturas e embarcações;
• Manutenção digna dos equipamentos existentes;
• Continuidade de programas estratégicos, como os submarinos do PROSUB, o caça Gripen e o avanço da Ciberdefesa.

Para Moura, a falta de previsibilidade orçamentária expõe o país. “Uma nação que não financia suas Forças Armadas fragiliza sua própria existência”, alerta.

Defasagem tecnológica

A indignação do líder político cresce quando ele aponta a distância entre o Brasil e outras forças militares no mundo.
Os gargalos incluem:
• Radares insuficientes para vigiar fronteiras.
• Drones defasados e em quantidade reduzida.
• Lacunas sérias em guerra eletrônica, ciberdefesa e sistemas integrados de comando e controle.

“Como defender um país continental com tecnologia ultrapassada?”, questiona Moura.

Logística sucateada e infraestrutura em colapso

Bases aéreas e navais antigas, dificuldades de transporte estratégico e pouca capacidade de mobilização rápida em regiões remotas — especialmente na Amazônia — fazem parte do retrato descrito por Airton.

Ele lembra que as fronteiras brasileiras são alvo constante de crimes ambientais, tráfico de drogas e contrabando, e alerta.
“Sem logística forte, não há presença real do Estado. Sem presença, não há soberania.”

Baixa remuneração e fuga de talentos

Para Moura, este é um dos pontos mais graves.
Engenheiros, especialistas em TI, profissionais de cibersegurança e pilotos abandonam a carreira pela falta de valorização. A consequência é direta: queda da capacidade operacional e atraso em áreas extremamente sensíveis.

O líder político ressalta que nenhuma Força Armadas no mundo se sustenta sem profissionais qualificados e bem remunerados.

Equipamentos envelhecidos e riscos operacionais

A indignação de Airton também se volta ao estado dos equipamentos militares brasileiros:
• Aeronaves e helicópteros com mais de 30 anos;
• Blindados antigos, como Cascavel e Urutu, ainda usados em larga escala;
• Fragatas e navios ultrapassados, aumentando riscos e custos de manutenção.

“Um país com 17 mil km de fronteiras precisa de meios modernos, não de peças remendadas”, reforça.

Missões não militares e desvio de função

Moura considera preocupante o excesso de demandas colocadas sobre as Forças Armadas, que incluem:
• GLOs;
• Operações ambientais;
• Apoio sanitário;
• Ações logísticas e humanitárias.

Para ele, isso prejudica o treinamento e a finalidade central das tropas.
“Militar precisa estar preparado para defender a Pátria — e não para suprir falhas de gestão civil”, observa.

Politização e desgaste institucional

Um dos pontos mais delicados apontados por Airton Moura é a pressão política que recai sobre os quartéis. Ele teme que a imagem das Forças Armadas seja usada como ferramenta de disputa ideológica.

“Quando a política entra no quartel pela porta da frente, a disciplina sai pela dos fundos”, afirma, reforçando sua defesa da hierarquia e da neutralidade institucional.

Indústria de defesa fragilizada

Airton lamenta que o Brasil, que já foi referência regional em tecnologia militar, hoje dependa cada vez mais de insumos externos.

A falta de investimentos contínuos afeta a produção estratégica e compromete a autonomia do país.

Doutrinas modernas sem meios modernos

O combate contemporâneo exige integração entre ciberespaço, inteligência artificial, satélites e guerra híbrida.

No entanto, Moura alerta que, sem equipamentos e orçamento, toda modernização doutrinária fica incompleta.

Amazônia – Gigante, vulnerável e insuficientemente defendida

A preocupação de Airton é direta. “A Amazônia é o coração do Brasil. Sem presença militar forte, ela vira alvo fácil.”

Ele destaca a falta de efetivo, de bases avançadas e de logística robusta para uma região estratégica e cobiçada internacionalmente.

Airton Moura – A voz do Entorno que cobra respeito pelas Forças Armadas

A indignação de Airton Moura ecoa em Valparaíso de Goiás, no Entorno e em todo o Centro-Oeste.
Sua postura firme reflete não apenas sua formação militar, mas também sua história de vida: um gaúcho que escolheu Valparaíso para viver e defender, e que não aceita ver o país vulnerável.

Para ele, o Brasil precisa urgentemente:
• Valorizar seus militares;
• Investir em tecnologia;
• Modernizar meios;
• Blindar as Forças Armadas de pressões políticas;
• Reforçar a presença na Amazônia;
• Garantir recursos contínuos para defesa.

Airton Moura reforça que não há nação forte sem Forças Armadas fortes.
E, como líder político e militar da reserva, ele pretende continuar cobrando, alertando e defendendo os interesses do povo brasileiro e, especialmente, de Valparaíso de Goiás.

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