Deputada Erika Kokay critica pressão do GDF sobre o BRB e defende proteção ao patrimônio público
As recentes decisões da Polícia Federal e da Justiça envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) reacenderam o debate sobre responsabilidade e transparência na gestão dos recursos públicos do Distrito Federal. Para a deputada federal Erika Kokay, todos os acontecimentos apenas confirmam os alertas que já vinham sendo feitos desde o início do ano.
Segundo ela, em março, o governo do Distrito Federal atuou para que o BRB comprasse o Banco Master, apesar dos “sinais vermelhos” que já cercavam a operação. Ainda assim, o processo avançou politicamente, mesmo sem a segurança técnica necessária para uma negociação dessa magnitude.
Em setembro, o Banco Central vetou a compra, impedindo que o negócio fosse adiante. A reação do governador Ibaneis Rocha veio em seguida, atribuindo o veto a uma suposta ação de adversários políticos: segundo ele, “PT e PSB agiram contra o DF”. A fala gerou tensão e repercutiu negativamente entre servidores, especialistas do sistema financeiro e parlamentares.
Agora, com o avanço das investigações, o cenário ganhou contornos ainda mais graves. Nesta semana, a Polícia Federal prendeu o dono do Banco Master, enquanto a Justiça determinou o afastamento do presidente do BRB, ambos investigados por suspeita de uma fraude bilionária. Para Erika Kokay, a sequência dos fatos demonstra que os alertas não eram infundados — muito menos políticos.
A deputada afirma que não se trata de perseguição ao DF, mas de responsabilidade.
“Cobrar responsabilidade com o BRB é defender o banco público e proteger o dinheiro de quem vive e trabalha em Brasília”, enfatiza.
Kokay reforça que o BRB é um patrimônio dos brasilienses e que qualquer investida que coloque em risco sua estabilidade precisa ser tratada com rigor, transparência e respeito ao interesse público. Para ela, o episódio revela a importância de manter instituições financeiras públicas livres de interferências políticas e amparadas por critérios técnicos sólidos.
Enquanto as investigações avançam, a parlamentar defende que a prioridade absoluta seja garantir que o BRB siga sólido, confiável e comprometido com o desenvolvimento do Distrito Federal — e não exposto a operações temerárias que possam comprometer sua história e o futuro dos seus clientes.



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