Delcy Rodríguez assume presidência interina da Venezuela após captura de Nicolás Maduro
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse nesta segunda-feira (5) como presidente interina do país, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos no último sábado (3). A cerimônia de juramento ocorreu na Assembleia Nacional venezuelana.
Durante o discurso de posse, Delcy Rodríguez afirmou assumir o cargo em meio a um cenário de instabilidade institucional. Ela mencionou a detenção de Maduro e de sua esposa, classificando o episódio como um sequestro, e declarou que seu compromisso é representar a população venezuelana durante o período de transição. O pronunciamento foi acompanhado por parlamentares e representantes de instituições do Estado.
O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela oficializou a nomeação de Delcy Rodríguez como chefe do Executivo por um mandato interino de 90 dias, com possibilidade de renovação. A medida, segundo o tribunal, tem como objetivo assegurar a continuidade administrativa e institucional do país.
Tanto a Assembleia Nacional quanto as Forças Armadas venezuelanas reconheceram Delcy Rodríguez como presidente interina, em substituição a Nicolás Maduro. No domingo (4), o comando militar declarou apoio à decisão judicial e reafirmou o reconhecimento da nova chefia do Executivo.
Contexto
No sábado (3), os Estados Unidos realizaram uma operação militar em território venezuelano que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa. Horas depois, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, em coletiva de imprensa, que os Estados Unidos assumiriam o controle administrativo da Venezuela até a conclusão de um processo de transição política.
Ainda no mesmo dia, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela determinou que Delcy Rodríguez assumisse a presidência interina, argumentando a necessidade de preservar a ordem institucional e a soberania nacional diante do cenário instaurado.
Delcy Rodríguez tornou-se a primeira mulher a ocupar a presidência da Venezuela. Desde que assumiu o cargo interinamente, ela tem exigido a libertação de Nicolás Maduro e condenado a operação conduzida pelos Estados Unidos, classificada por seu governo como uma violação da soberania do país.
A reação internacional ao episódio tem sido diversa. Enquanto alguns países e lideranças condenaram a ação norte-americana, outros manifestaram apoio à saída de Maduro do poder, evidenciando a divisão de posições no cenário diplomático global.
Com informações da RTP



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