Defesa denuncia falta de acesso ao inquérito e cobra transparência em investigação sobre desaparecimento de João Planta
O desaparecimento de João Paulo Vaz da Silva, conhecido como João Planta, segue cercado de incertezas e levanta questionamentos graves sobre a condução da investigação policial. Passados 12 dias desde a última diligência presencial da defesa na Delegacia de Alto Paraíso, os advogados responsáveis pelo caso afirmam que ainda não tiveram acesso às oitivas e diligências mais recentes do inquérito.
Em nota oficial à sociedade e à imprensa, o escritório Sá & Bonansea Advogados informou que, apesar de reiterados pedidos verbais e escritos, o acesso aos autos segue sendo negado. Segundo a defesa, a situação fere uma prerrogativa básica da advocacia, prevista em lei, e compromete o acompanhamento efetivo da investigação.
De acordo com o advogado Dr. Suenilson Sá, a defesa estabeleceu um prazo final até a próxima segunda-feira para que o acesso seja liberado. Caso contrário, a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) será acionada de forma imediata.
Além disso, o escritório informou que irá recorrer à UPJ das Varas das Garantias, em Goiânia, para que sejam apreciadas medidas cautelares urgentes, consideradas fundamentais diante da gravidade do caso e do tempo já decorrido sem respostas concretas.
O desaparecimento de João Planta não é o único motivo de preocupação. A defesa também manifestou apreensão com o paradeiro da biomédica Érica Machado, reforçando que a prioridade absoluta é que ambos sejam encontrados com vida.
A nota faz ainda um apelo direto à sociedade: qualquer pessoa que detenha informações que possam contribuir com as investigações deve procurar imediatamente as autoridades policiais. “O silêncio não ajuda a justiça”, destaca o texto.
O caso tem gerado crescente comoção e mobilização social, especialmente em Valparaíso de Goiás e na região do Entorno do Distrito Federal. Familiares e amigos cobram respostas, enquanto a defesa insiste na necessidade de transparência, celeridade e respeito às garantias legais para que o desaparecimento seja esclarecido.
Até o momento, as autoridades responsáveis pela investigação não se manifestaram publicamente sobre a negativa de acesso aos autos. A expectativa agora recai sobre os próximos dias, que podem marcar uma escalada institucional no caso.



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