Condutores de ambulância do DF pedem plano de carreira e melhores condições de trabalho após nova lei que regulamenta a profissão
Os condutores de ambulância do Distrito Federal renovaram, nesta segunda-feira (8), a cobrança por um plano de carreira próprio, durante audiência pública realizada na Câmara Legislativa (CLDF). A demanda ganha força após a sanção da Lei nº 15.250/2025, que regulamentou nacionalmente o exercício da atividade e trouxe novos parâmetros técnicos e éticos para a profissão. O debate foi promovido por iniciativa do deputado Jorge Vianna (PSD).
Durante a audiência, os profissionais detalharam os desafios enfrentados diariamente. Entre os principais problemas relatados estão a falta de efetivo, a demora na manutenção dos veículos, o crescimento constante da demanda e a sobrecarga de trabalho — fatores que, segundo eles, comprometem a eficiência e a segurança do atendimento pré-hospitalar.
Diante desse cenário, os condutores apresentaram uma série de reivindicações consideradas urgentes. Entre elas, destacam-se:
- Abertura imediata de concurso público para recomposição das equipes;
- Reestruturação das escalas e da divisão de profissionais nos veículos;
- Treinamento especializado e contínuo, incluindo formação adequada também para trabalhadores terceirizados;
- Implementação de políticas voltadas à prevenção e ao cuidado com a saúde mental da categoria, que atua sob forte pressão emocional.
O deputado Jorge Vianna ressaltou que a legislação nacional recém-sancionada representa um “marco normativo relevante para a estrutura do sistema de saúde”. Para ele, o reconhecimento legal do exercício da atividade traz impactos diretos para o Distrito Federal, onde os condutores de ambulância desempenham papel fundamental nas operações de urgência e emergência.
Vianna enfatizou ainda que a nova lei não apenas regulamenta a condução dos veículos, mas reconhece a complexidade da função. “O condutor de ambulância atua além do volante. Ele oferece suporte à equipe de saúde, contribui para a segurança do paciente e para o cumprimento dos protocolos assistenciais”, afirmou o parlamentar.
Ao final do encontro, representantes da categoria reforçaram que a criação de um plano de carreira é indispensável para garantir valorização profissional, qualificação permanente e melhores condições de trabalho — medidas que, afirmam, também se refletem diretamente na qualidade do atendimento prestado à população.



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