Arruda defende mobilidade, justiça social e respeito ao cidadão em entrevista e reacende debate sobre rumos de Brasília
Em uma entrevista marcada por firmeza e visão estratégica, o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, voltou a colocar luz sobre desafios históricos de Brasília e reafirmou sua defesa por uma capital mais justa, moderna e eficiente. Com tom crítico, mas propositivo, Arruda destacou que o fortalecimento da infraestrutura e a ampliação da mobilidade urbana continuam sendo pilares indispensáveis para garantir qualidade de vida à população — especialmente às famílias que vivem nas regiões mais vulneráveis.
Durante o programa 61 Podcast, Arruda classificou como “equívoco grave” a privatização dos estacionamentos na área central. Para ele, a decisão ignora a realidade de milhares de trabalhadores que dependem diariamente do carro porque o transporte público ainda não atende a todas as regiões com eficiência. Segundo o ex-governador, cobrar por uma vaga de estacionamento sem antes oferecer alternativas de transporte dignas é penalizar justamente quem mais precisa.
Arruda também ressaltou que Brasília parou no tempo no que diz respeito à expansão do metrô — e lembrou que todas as grandes obras do sistema, da implantação inicial à chegada dos trilhos a Ceilândia e Samambaia, foram realizadas durante sua trajetória como secretário de Obras e, depois, como governador.
“Tudo o que existe de metrô no DF nasceu do nosso trabalho”, lembrou, ao defender que a cidade só avançará quando retomar investimentos estruturantes de longo prazo.
O ex-governador chamou atenção ainda para a desigualdade que persiste a poucos minutos da Praça dos Três Poderes. Ao citar localidades como Santa Luzia, Arruda descreveu a dura realidade vivida por famílias que convivem com esgoto a céu aberto e ausência do Estado. Ele defendeu a retomada de políticas sociais efetivas, como os programas Pão com Leite, Cesta Básica e Mãezinha Brasiliense, iniciativas que marcaram gestões anteriores por levar dignidade às comunidades mais fragilizadas.
Na área de segurança pública, Arruda alertou para a redução do efetivo e criticou o que chamou de “politização nociva” das forças policiais. Para ele, segurança exige técnica, hierarquia e respeito ao profissional, valores que não podem ser comprometidos por interesses partidários.
Com posicionamentos firmes e clareza sobre os gargalos que travam o desenvolvimento do DF, José Roberto Arruda reforçou, mais uma vez, sua marca de líder que conhece Brasília, entende seus problemas e não hesita em defender soluções concretas para devolver à população o que ela mais espera: uma cidade mais humana, justa e preparada para o futuro.



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