Após 24 anos de abandono, temporal expõe novamente o drama do bairro Unimorar, em Valparaíso de Goiás
O temporal que caiu sobre Valparaíso de Goiás na madrugada desta terça-feira, dia 25, voltou a escancarar um problema antigo, conhecido e jamais resolvido: a situação crítica do bairro Unimorar, na região do Sucupira. Há 24 anos, cada período chuvoso se transforma em um cenário de tensão, prejuízos e incertezas para os moradores.
A forte chuva deixou ruas alagadas, moradores ilhados, carros atolados e suspendeu serviços básicos. Para muitas famílias, o dia de terça-feira sequer começou. “Ninguém conseguiu sair para trabalhar”, relatou Moisés, presidente da Cooperativa Habitacional Unimorar, que descreveu mais um capítulo do drama que se repete ano após ano. “Podemos perder os nossos empregos.”
Promessas de reparo e uma comunidade cansada de esperar
Segundo Moisés, o secretário de Infraestrutura Urbana, Waguinho do Céu Azul, esteve na região e prometeu reparos tanto no bairro quanto na entrada do Unimorar — intervenções que, segundo o gestor, devem ocorrer nos próximos dias.
Apesar disso, o clima entre os moradores é de desconfiança e desgaste.
“O povo está indignado com a situação”, afirmou o líder comunitário, ao lembrar que a comunidade convive há décadas com promessas que não se traduzem em melhorias definitivas.
Região estratégica, mas esquecida
A área do Unimorar abriga presídios e diversos condomínios, além de centenas de famílias que dependem diariamente de condições mínimas de mobilidade e infraestrutura. Mesmo assim, os moradores denunciam que faltam ações concretas, planejamento e obras que resolvam os crônicos problemas de drenagem e acesso.
“Estamos cheios de promessas”
Moisés resumiu a frustração acumulada ao longo de mais de duas décadas:
“Nos resta esperar. Estamos cheios de promessas”, desabafou.
A chuva que voltou a castigar o bairro não trouxe apenas alagamentos — trouxe também a lembrança de que o Unimorar continua à margem de soluções definitivas, apesar de sua importância para a cidade. Para os moradores, o sentimento é um só: é preciso mais do que compromissos verbais; é preciso ação real, urgente e duradoura.



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