Acordo histórico entre Mercosul e União Europeia ganha luz com articulação de Lula após 25 anos de espera
Depois de mais de 25 anos de negociações, a União Europeia aprovou o aguardado acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9), abrindo caminho para a assinatura formal do tratado que pode criar uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. A decisão representa um marco histórico para a integração econômica entre América do Sul e Europa — e um resultado considerado fruto da intensa articulação diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O acordo, que vinha se arrastando por décadas, encontrou resistência de alguns países europeus, especialmente da França, que chegou a votar contra o avanço no bloco. Ainda assim, a maioria qualificada necessária foi alcançada pelos 27 Estados-membros, permitindo que a Comissão Europeia autorize o próximo passo fora de Bruxelas.
No Brasil, o governo ressaltou a importância do papel brasileiro nas negociações e da liderança de Lula para destravar um processo que esteve emperrado por divergências políticas, econômicas e até por pressões internas na Europa — notadamente do setor agrícola francês.
Secondo fontes governamentais, o presidente brasileiro não só impulsionou as conversas entre os membros do Mercosul como também liderou esforços diplomáticos junto à UE para ressaltar o valor estratégico do acordo. ”Se não fosse a postura proativa e o diálogo aberto promovido pelo presidente Lula ao longo dos últimos dois anos, dificilmente esse acordo teria chegado a este ponto”, afirmou um integrante do governo brasileiro.
Em 2025, Lula participou ativamente de encontros multilaterais, como a Cúpula do G20, e manteve contatos diretos com líderes europeus para defender o tratado. Ainda que a assinatura formal tenha sido adiada em função de questões internas da UE, a expectativa de que o acordo seja assinado já na próxima segunda-feira (12) no Paraguai demonstra o efeito prático dessa mobilização.
O entendimento ampliará o mercado para produtos e serviços de ambos os lados e é visto como uma resposta ao cenário global desafiador, marcado por tensões comerciais e rivalidades estratégicas. Para Lula, a conclusão do acordo não é só uma vitória comercial, mas também um fortalecimento do multilateralismo ― princípio que ele tem repetido como uma das bases da política externa brasileira.
Analistas destacam que o avanço do tratado poderá beneficiar principalmente agricultores, setor industrial e empresas exportadoras brasileiras, abrindo portas para um mercado com centenas de milhões de consumidores. Ainda há etapas a cumprir, como a ratificação final pelo Parlamento Europeu, mas a aprovação de Bruxelas representa um passo decisivo para um acordo esperado por gerações.



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