×

Carol Fleury quer levar a voz da inclusão para o Congresso. “Acessibilidade não é favor, é direito”

Cientista política e candidata a deputada federal pelo PSD-DF defende uma Brasília em que pessoas com deficiência possam trabalhar, estudar, circular e viver com autonomia.

Para quem não enfrenta diariamente uma calçada inacessível, um ônibus sem estrutura adequada ou uma escada onde deveria existir uma rampa, esses obstáculos podem parecer pequenos. Para uma pessoa cadeirante, porém, podem significar a diferença entre conseguir chegar ao trabalho ou ficar em casa; entre acessar um serviço de saúde ou desistir; entre circular pela cidade com autonomia ou depender de alguém.

Captura-de-tela_8-9-2026_12546_web.whatsapp.com_ Carol Fleury quer levar a voz da inclusão para o Congresso. “Acessibilidade não é favor, é direito”

E, PARA CAROL FLEURY, UMA BRASÍLIA VERDADEIRAMENTE DESENVOLVIDA SERÁ AQUELA EM QUE NENHUMA PESSOA PRECISE PEDIR LICENÇA PARA EXERCER PLENAMENTE O DIREITO DE VIVER A PRÓPRIA CIDADE.


É olhando para essas barreiras, e não para a deficiência como uma limitação, que a cientista política Carol Fleury, candidata a deputada federal pelo PSD-DF, pretende construir uma de suas bandeiras no Congresso Nacional: a defesa de uma sociedade verdadeiramente inclusiva.

Filha de um médico e de uma psicóloga, Carol afirma carregar desde cedo uma formação marcada pelo cuidado com as pessoas e pela atenção às diferentes realidades sociais. Na política, essa percepção ganhou outra dimensão: transformar sensibilidade em propostas e direitos em políticas públicas.

Uma cidade que não pode escolher quem consegue viver nela

Carol parte de uma ideia simples. “Ninguém deveria ter sua vida limitada pela falta de acessibilidade.”

O cadeirante não quer ser lembrado apenas quando se discute inclusão. Não quer ser tratado como alguém que precisa de pena. Quer estudar. Trabalhar. Empreender. Usar o transporte público. Entrar em um prédio. Caminhar pela cidade. Ir ao médico. Encontrar amigos. Quer, sobretudo, decidir sobre a própria vida.

É essa perspectiva que Carol pretende defender na Câmara dos Deputados, caso seja eleita deputada federal.

Para ela, uma Brasília inclusiva não pode se resumir à construção de algumas rampas. É preciso pensar em calçadas, transporte, prédios públicos, escolas, hospitais, espaços de lazer e acesso ao mercado de trabalho como partes de uma mesma política de cidadania.

O talento antes da deficiência

Existe também uma mudança de olhar que Carol considera necessária. Durante muito tempo, pessoas com deficiência foram apresentadas quase sempre como exemplos de superação. A narrativa, embora muitas vezes bem-intencionada, acaba colocando a deficiência no centro da história.

A proposta é outra. Que a pessoa seja reconhecida primeiro por aquilo que é capaz de fazer.

Um profissional deve ser valorizado por sua competência. Um estudante, por sua capacidade. Um empresário, por sua iniciativa. Um atleta, pelo desempenho. Um artista, pelo talento. “A cadeira de rodas é parte da vida daquela pessoa. Não precisa ser a definição de quem ela é.”

Inclusão também é oportunidade

Para Carol Fleury, garantir acessibilidade significa também abrir portas.

Uma empresa acessível e preparada para receber profissionais com deficiência amplia oportunidades. Um transporte público adequado permite que essa pessoa chegue ao emprego. Uma escola acessível garante permanência e aprendizagem. Uma cidade preparada amplia a autonomia.

Uma mulher diante de uma missão

A candidatura de Carol também se insere em um movimento maior de mulheres que buscam ocupar espaços de decisão e levar para a política temas que durante muito tempo ficaram à margem das prioridades públicas.

Sua formação como cientista política se soma à experiência familiar e à preocupação social para construir uma candidatura que pretende colocar a cidadania no centro do debate.

Se chegar à Câmara dos Deputados, terá diante de si uma missão clara: ser uma voz para quem muitas vezes encontra portas fechadas onde deveria existir acesso.

Publicar comentário