Lula larga na frente com comício cheio em São Bernardo. Ato de Flávio Bolsonaro em Copacabana fica esvaziado
A corrida presidencial para o Palácio do Planalto teve seu início oficial neste domingo (16/8). O primeiro dia de campanha foi marcado por atos de rua de dois dos principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, que escolheram suas bases políticas históricas para dar o pontapé inicial na disputa eleitoral. No entanto, o comparecimento de público nos dois eventos apresentou um contraste notável.
Lula escolheu o Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, local simbólico onde emergiu como líder sindical, para seu primeiro grande comício. O evento foi marcado por um grande comparecimento de público, com o estádio cheio de apoiadores. O discurso do candidato foi focado no resgate de realizações passadas de seus governos e do PT, destacando a promessa de reinserir os pobres na agenda nacional. A mobilização em São Bernardo foi vista como uma demonstração da força de Lula em seu reduto histórico, permitindo-lhe largar na frente em termos de engajamento de rua.
Flávio Bolsonaro (PL) lançou oficialmente sua candidatura ao Palácio do Planalto com um ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Apesar de ser um reduto bolsonarista, o comício teve um público considerado esvaziado em comparação com as expectativas e com as mobilizações de campanhas anteriores da família Bolsonaro. A baixa adesão foi vista como um revés no primeiro dia de campanha do candidato, especialmente em um local tradicionalmente favorável ao seu grupo político.
Valdemar Costa Neto minimizou baixo público no Rio
O público reduzido no ato de Copacabana gerou repercussão imediata. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em declaração à coluna, minimizou o ocorrido e buscou explicações para o comparecimento abaixo do esperado. Valdemar atribuiu o baixo público principalmente a fatores climáticos e à própria figura do candidato. “Normal, o tempo não estava bom, e o próprio Flávio falou que igual ao Bolsonaro não existe”, afirmou o dirigente do PL. O comentário sugere um reconhecimento da diferença de poder de mobilização entre Flávio e seu pai, Jair Bolsonaro.



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