Caiado compara caso de Lulinha a Flávio Bolsonaro e critica suposta proteção a filhos de políticos
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) reagiu à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e aproveitou o episódio para fazer uma comparação indireta com o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou que o Brasil vive uma espécie de “monarquia disfarçada de república”, ao criticar o que considera proteção política a familiares de presidentes.
“É uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe”, afirmou o governador de Goiás. Na sequência, deixou explícita a comparação: “Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho”.
A declaração ocorre em meio à abertura de um inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça, do STF, para apurar suspeitas relacionadas a possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde envolvendo negócios ligados à cannabis medicinal.
Caiado encerrou a manifestação defendendo uma mudança na relação entre poder político e familiares de autoridades. “Já passou da hora de acabar com essa farsa!”, declarou.
A reação de Caiado ocorre um dia depois de Lula afirmar, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., que não pretende utilizar o cargo para proteger o filho. O presidente disse que “não haverá nenhum privilégio” no caso e afirmou que, se Lulinha for considerado culpado, deverá responder pelos atos.
A decisão do STF e a repercussão política do caso colocam novamente no centro do debate nacional a relação entre presidentes da República e seus familiares, em um momento em que a sucessão presidencial de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos.
Para Caiado, o episódio também oferece uma oportunidade para reforçar um discurso que deverá marcar sua pré-campanha: o de enfrentamento aos privilégios políticos e de defesa de uma República em que as regras sejam aplicadas indistintamente, independentemente do sobrenome ou da posição ocupada.



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