Deputada? Maria do Monte surge como peça-chave no tabuleiro eleitoral de Goiás
Maria do Monte já é hoje um dos nomes mais fortes do União Brasil no Entorno do Distrito Federal — e, mesmo sem confirmar, começa a ocupar espaço no centro das articulações para a disputa de uma vaga de deputada. Entre o silêncio estratégico e a pressão de lideranças partidárias, a vereadora de Valparaíso de Goiás transforma sua trajetória política consolidada em combustível para uma possível candidatura que pode redesenhar o cenário eleitoral na região.
Procurada pela reportagem, Maria do Monte evitou qualquer confirmação direta. Não negou, não afirmou. Limitou-se a um gesto simbólico, quase calculado: um sorriso e uma frase curta — “Conversamos depois”. A resposta, embora breve, carrega o peso de quem sabe exatamente o momento de falar — ou de silenciar.
Se decidir entrar na disputa, Maria do Monte não partirá do zero. Sua trajetória é marcada por consistência e permanência. Em seu terceiro mandato como vereadora, ela ocupa uma posição singular: é a única mulher eleita atualmente na Câmara Municipal de Valparaíso de Goiás.
Antes disso, já havia passado pela administração pública como secretária municipal, ampliando sua experiência para além do Legislativo. Ao longo dos anos, consolidou uma base eleitoral fiel e ativa, algo cada vez mais raro em tempos de alta volatilidade política.
Mas sua atuação não se restringe ao campo institucional. À frente de um instituto social que leva seu nome, Maria do Monte construiu uma ponte direta entre discurso e prática — uma combinação que tem sido observada com atenção por lideranças partidárias em Goiás. Em um cenário onde a cobrança por resultados concretos cresce, esse tipo de atuação ganha valor estratégico.
Outro fator que pesa a seu favor é sua ligação histórica com a região. Moradora do Entorno do Distrito Federal há quase cinco décadas, Maria do Monte construiu sua vida pessoal e política em Valparaíso de Goiás. Ao lado do ex-vereador Joaquim do Monte, formou família, criou filhos, hoje acompanha os netos — e, nesse percurso, consolidou um capital simbólico que vai além da política tradicional.
Essa conexão direta com a comunidade é frequentemente apontada como um diferencial competitivo. Não se trata apenas de presença eleitoral, mas de pertencimento — algo que partidos buscam ao montar chapas mais enraizadas.
O xadrez eleitoral feminino no Entorno

Lêda Borges, amiga de Maria do Monte, disputará a reeleição e integra o grupo de mulheres de destaque na política goiana
Caso confirme sua candidatural, Maria do Monte não estará sozinha. O cenário indica uma disputa feminina relevante na região. Nomes como Lêda Borges, que busca a reeleição, Dra. Zeli, que deve migrar da Assembleia Legislativa para a disputa federal, e Maria Yvelônia também aparecem no radar.

Dra. Zeli, também é amiga de Maria do Monte e disputará uma vaga de deputada federal. Ela faz parte grupo de mulheres de destaque na política goiana
A presença dessas lideranças aponta para uma mudança gradual no perfil da representação política do Entorno, historicamente dominada por figuras masculinas. Ainda assim, o espaço é limitado — e competitivo.
Dentro do União Brasil, o nome de Maria do Monte já circula com atenção. Sua capacidade de mobilização, aliada à experiência acumulada e ao perfil de liderança local, a coloca como uma possível aposta estratégica para ampliar a presença do partido.
Mas, por enquanto, tudo permanece no campo das articulações.
O silêncio da vereadora não é ausência de resposta — é método. Em um ambiente político onde cada palavra pode antecipar movimentos, o mistério pode ser a jogada mais calculada.
E enquanto ela não fala, o cenário se desenha. Porque, às vezes, na política, o que não é dito é justamente o que mais importa.



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