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GDF corre contra o tempo em ano eleitoral e tenta entregar o que ignorou por sete anos

Depois de passar sete anos sem apresentar soluções estruturais para problemas históricos do Distrito Federal, o atual GDF agora corre contra o relógio para inaugurar obras e anunciar investimentos justamente em ano eleitoral. A movimentação acelerada levanta questionamentos: por que só agora?

Nesta quarta-feira (14), o governo inaugurou o primeiro papa-entulho do Riacho Fundo II, equipamento básico de limpeza urbana que deveria ter sido implantado há muito tempo em uma cidade com crescimento populacional acelerado e graves problemas com descarte irregular de lixo. A obra, orçada em R$ 465 mil, é apresentada como grande avanço, mas escancara uma pergunta incômoda: por que essa estrutura só chegou depois de tantos anos de abandono?

Moradores convivem há mais de uma década com pontos de descarte irregular, terrenos tomados por entulho, móveis velhos e restos de poda, cenário que contribui para a proliferação de insetos, aumento de doenças e degradação ambiental. O problema sempre foi conhecido pelo governo, mas ignorado — até agora.

A pressa do GDF contrasta com a lentidão que marcou os últimos sete anos. O mesmo governo que agora anuncia a meta de dobrar o número de papa-entulhos é o que manteve a cidade sem nenhuma unidade do equipamento por todo esse período.

Especialistas em gestão pública apontam que a concentração de inaugurações em ano eleitoral não é coincidência. Trata-se de uma estratégia antiga: usar obras públicas como vitrine política, transformando ações que deveriam ser rotina administrativa em palanque.

Enquanto isso, a população segue pagando a conta de anos de descaso. O que hoje é anunciado como conquista poderia ter sido realidade há muito tempo — se não fosse a falta de prioridade.

O papa-entulho no Riacho Fundo II é importante, mas não apaga a omissão de sete anos. Chega tarde, em ritmo de campanha, e com cheiro de propaganda oficial.

A pergunta que fica é direta:
se era tão necessário, por que só agora?

A resposta parece óbvia para quem vive o dia a dia da cidade: porque é ano eleitoral.

1 comentário

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Lupércio Eurípedes Carneiro

Festa do Marmelo é show de bola! Ainda quero ir visitá-la!

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