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Projeto Cor da Justiça emociona e transforma vidas no Presídio Feminino de Luziânia

O Presídio Feminino de Luziânia foi palco de um dos eventos mais marcantes do ano. O Projeto Cor da Justiça é uma iniciativa inédita no estado de Goiás e já nasce como exemplo de humanidade, acolhimento e ressocialização. Em um ambiente geralmente associado à dor e ao isolamento, o que se viu foi cor, beleza, autoestima e, acima de tudo, esperança.

Com desfile de moda, DJ, pista iluminada e toda uma estrutura preparada para valorizar a mulher, o projeto proporcionou um dia inesquecível para as reeducandas. Muitas delas se emocionaram ao se verem maquiadas, penteadas e tratadas com o carinho e o respeito que toda pessoa merece. Não era apenas um evento; era um gesto de reconhecimento da dignidade humana e da possibilidade real de recomeço.

Essa não foi a primeira ação do tipo no local. Em março, o presídio já havia recebido o Dia da Beleza, outra iniciativa que mobilizou servidores e voluntários. Agora, o Projeto Cor da Justiça consolida um trabalho contínuo, feito a muitas mãos, que entende que a ressocialização passa também pela autoestima, pelo afeto e pela oportunidade.

A diretora da unidade, Luana, foi fundamental para a realização do evento, oferecendo total apoio, assim como toda sua equipe. Já a coordenação geral ficou sob responsabilidade da OAB de Valparaíso, por meio da diretora Dra. Cristina Carvalho e da presidente da Comissão de Direitos Humanos, Sara Santos Silva, que conduziram cada detalhe com sensibilidade e compromisso.

O brilho extra do dia ficou por conta do Coletivo Afro e do projeto FA-BEM, coordenado por Tiaguinho, que levaram arte, cultura e mensagens de valorização da identidade. No total, 30 reeducandas desfilaram, encantando quem esteve presente e mostrando que, quando o poder público, instituições e sociedade civil se unem, vidas podem ser transformadas.

O evento também contou com a presença e apoio de autoridades como o vereador Edvaldo do Marajó, de Valparaíso, e a vereadora Professora Edna, de Luziânia, que destacaram a importância de ações que devolvem dignidade e abrem portas para novas oportunidades.

O Projeto Cor da Justiça deixa um recado poderoso: ressocializar é possível — e começa pelo olhar humano. Que essa iniciativa sirva de inspiração para que outros municípios e estados adotem ações semelhantes, construindo caminhos de inclusão, educação e respeito dentro e fora do sistema prisional. Por: André Teixeira – 62999907919.

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