EXCLUSIVO – Kiko Caputo rompe com a “política de grupos” e se apresenta como alternativa para o Governo do DF: “É hora de desligar o sistema e ligar o Buriti ao povo”
O cenário político do Distrito Federal começa a se mover para a disputa de 2026, e um nome ganha força nos bastidores e nas conversas com lideranças regionais, o de Francisco Caputo, conhecido como Kiko Caputo. Advogado, ex-presidente da OAB-DF por um mandato e conselheiro federal por três, Caputo surge com um discurso que promete ruptura estrutural na forma de governar Brasília — e não apenas alternância de nomes no poder.
Em entrevista exclusiva ao Portal Grande Brasília, Caputo afirmou estar construindo um “projeto diferente, inovador e revolucionário”, baseado em um pacto social focado em prioridades essenciais:, como saúde, educação, mobilidade, segurança e emprego. Ele também critica de forma contundente o que chama de “sistema político que se instalou no Buriti”.
“A política praticada no DF olha para os próprios interesses ou para grupos instalados dentro do governo. A população ficou em último plano. Precisamos recolocar o povo no centro das decisões.”
Segundo ele, esse pacto social não é slogan — é método de gestão.
Nova lógica de governança, com foco no cidadão
Caputo afirma que Brasília perdeu a qualidade dos serviços públicos e que o DF deixou de ser referência nacional.
“O que antes era excelência virou precarização. Saúde, educação, mobilidade e segurança estão fragilizadas. Nosso pacto social parte do princípio de que a população deve ser a prioridade.”
Partido ainda indefinido, mas conversas avançam
O ex-presidente da OAB-DF ainda não anunciou legenda, mas confirma sondagens do União Brasil e do PSDB.
Ele afirma que a escolha do partido não será por conchavo político.
“A política é a arte da construção e do convencimento. Não busco partido para atender interesses ideológicos, mas para viabilizar um projeto que resolva os problemas do DF. A polarização não entrega soluções.”
Experiência institucional e defesa da autonomia do DF
Caputo relembra um episódio emblemático de sua atuação. Em 2010, liderou a articulação que evitou uma intervenção federal no DF, em meio à crise política que tomou o noticiário nacional.
“Sem ter mandato, consegui representar a população e convencer Executivo, Legislativo e Judiciário. Foi a credibilidade e o diálogo com os poderes que preservaram a autonomia do DF no STF.”
Ele cita que mais de 60 entidades se uniram à OAB sob sua liderança.
Perfil conciliador, mas firme: “não compactuo com injustiças”
Embora seja reconhecido por seu estilo moderado, Caputo afirma ter clareza de que governar exige enfrentamento.
“Sou conciliador, mas luto com destemor pelos direitos das pessoas. Não compactuo com injustiças.”
Diferenças em relação a Ibaneis Rocha
Questionado sobre as comparações com o atual governador, Ibaneis Rocha — também ex-presidente da OAB-DF —, Caputo é direto:
“Somos advogados, fomos presidentes da OAB e somos rubro-negros. As semelhanças terminam aí.”
“O atual governador foi absorvido pelo sistema político. Hoje ele é líder desse sistema. Eu não sou político. Quero desligar o sistema e ligar o Buriti ao povo.”
Participação popular como política de Estado
Caputo aposta em escuta ativa e fortalecimento de políticas que atendam às necessidades reais da população.
“O povo não quer obras faraônicas. Quer respeito, saúde de qualidade, creches e escolas públicas de tempo integral, segurança e mobilidade. Quer emprego.”
O DF tem uma das maiores taxas de desemprego do país, e Caputo afirma que o governo precisa estimular oportunidades e desenvolver a economia local.
Projeto de ruptura com o velho modelo
Caputo tenta se afastar do estigma de “mais um nome da política”. Ele se apresenta como alternativa ao ciclo de governos capturados por interesses de grupos internos.
“O DF merece mais. Brasília precisa voltar a ser a capital da esperança.”
A entrada de Kiko Caputo na disputa para o Governo do Distrito Federal adiciona um novo elemento ao debate: um candidato com forte atuação institucional, discurso de reconstrução de confiança e promessa de devolver o protagonismo à população. Por: André Teixeira – 62999907919.



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