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UFG entrega próteses e equipamentos de mobilidade gratuitamente a pacientes

O acesso a órteses, próteses e equipamentos de mobilidade ainda é um desafio para milhares de brasileiros que dependem desses recursos para recuperar autonomia e qualidade de vida. Em meio a essa realidade, uma iniciativa da Universidade Federal de Goiás (UFG) vem transformando histórias. O Laboratório de Estudos Inventivos em Tecnologias Assistivas (EITA) tem desenvolvido, de forma gratuita, dispositivos como próteses, órteses, andadores e cadeiras adaptadas para pacientes que não têm condições de arcar com esses equipamentos.

O projeto utiliza materiais acessíveis e técnicas de produção que permitem a adaptação personalizada de cada equipamento, considerando as necessidades específicas de cada pessoa atendida. Segundo o coordenador da iniciativa, Pedro Gonçalves, o trabalho não se limita à fabricação dos dispositivos. “Nossa equipe é multidisciplinar, contamos com fisioterapeutas que acompanham os pacientes antes, durante e após o processo. O objetivo é garantir que o uso seja funcional e contribua de fato para a reabilitação”, explica.

Além dos fisioterapeutas, o laboratório integra estudantes e pesquisadores de áreas como engenharia, design, terapia ocupacional e educação física, tornando o projeto também uma experiência formativa dentro da universidade.

Equipamentos sob medida e inclusão social

Cada solução desenvolvida no laboratório leva em consideração aspectos anatômicos, biomecânicos e sociais, permitindo que o paciente tenha acesso a um equipamento sob medida, algo que no mercado convencional muitas vezes tem custo elevado. Para muitas famílias, esse apoio representa a possibilidade de retomar atividades básicas do cotidiano, estudar, trabalhar ou simplesmente se deslocar com mais autonomia.

A iniciativa também contribui diretamente para a inclusão social de pessoas com deficiência, ao reduzir barreiras impostas pela falta de acessibilidade econômica e estrutural.

Tecnologia acessível com impacto humano

Ao optar por materiais acessíveis e processos de fabricação simplificados, o EITA demonstra que inovação social não depende apenas de grandes investimentos, mas de conhecimento científico aliado ao compromisso com o bem-estar coletivo.

“O mais importante é que cada pessoa atendida sai daqui com mais dignidade e possibilidades reais de participação social”, afirma Pedro Gonçalves.

Com o fortalecimento do laboratório e o interesse crescente da comunidade acadêmica, a expectativa é ampliar o número de atendimentos e incentivar que outras instituições adotem iniciativas semelhantes pelo país.

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