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Reajuste das forças de segurança acirra disputa entre base do governo e oposição no DF

Durante sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quarta-feira (5), o deputado Roosevelt Vilela (PL) destacou que o projeto de lei enviado ao Congresso pelo presidente Lula, que trata da recomposição salarial das forças de segurança do DF, é resultado do trabalho conjunto de parlamentares ligados à área, do governador Ibaneis Rocha, do secretário de Segurança e dos comandantes das corporações.

Roosevelt criticou o governo federal, afirmando que a proposta só avançou graças à pressão de deputados distritais e ao reconhecimento do governador. Segundo ele, quando o Fundo Constitucional do DF foi criado, 69% dos recursos eram destinados à segurança, mas esse percentual caiu para 39%. Com o reajuste, voltaria a cerca de 50%. Ele também acusou o governo federal de alterar os percentuais propostos por Ibaneis e de não valorizar as forças policiais.

O deputado pediu aos parlamentares de esquerda, especialmente do PT, que pressionem o governo para aprovar o reajuste de forma justa. Em resposta, o deputado Chico Vigilante (PT) defendeu o governo Lula, dizendo que é o atual presidente quem trata os policiais com respeito e questionou quais reajustes foram concedidos em governos anteriores.

O debate se estendeu ao tema da segurança pública nacional, após a operação policial no Rio de Janeiro. O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) denunciou ameaças recebidas por defender posições contrárias à esquerda e acusou o campo progressista de não querer investigar o crime organizado. Já Thiago Manzoni (PL) afirmou que há censura e tratamento desigual entre direita e esquerda no país, criticando a punição de parlamentares por críticas ao presidente.

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